2017, que tal? Planos, resoluções e uma promessa

Eu gosto de pensar os últimos 18 meses da minha vida como um semi-sabático. É um sabático generoso, eu sei. Mas por outro lado é apenas semi, porque eu nunca parei de trabalhar, nem por um momento. Reduzi o ritmo, isso sim, e muito. Usei o tempo que sobrou para tamborilar pela vida.

Quando eu criei o Comma, lá em 2015, eu passava por um momento crítico da minha vida. Eu tinha 27 anos e tinha conseguido. Eu tinha alcançado justo aquilo que eu queria alcançar com o 360meridianos, o objetivo pelo qual eu havia trabalhado nos três últimos anos. E isso me fez feliz por muito tempo, mas o combustível que me move é feito de metas e horizontes e eu logo comecei a me perguntar “E agora, qual é o próximo Everest a escalar?”. A resposta vinha em branco.

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Quer um podcast para aprender sobre escrita criativa, storytelling, enredo e mercado editorial? O Gente que Escreve, do escritor Fábio Barreto (de Filhos do Fim do Mundo) em parceria com Rob Gordon, do Championship Vinyl, aborda vários temas relacionados a esse mundo da escrita. No momento, não é mais atualizado, mas o material ainda está disponível para download.

Você pode baixar todos os programas aqui.

Conselhos de David Bowie para artistas

Essa semana faz um ano que morreu um gênio. Nesse curto vídeo, David Bowie fala um pouco das suas percepções sobre arte. Para eles, os artistas devem trabalhar para preencher suas próprias expectativas e buscar entender sua própria relação com a sociedade. Fazer um trabalho que tenha como objetivo atender às expectativas de outras pessoas pode resultar em trabalhos ruins. Ele também pede que as pessoas busquem sempre se colocar em lugares onde eles não se sentem totalmente cômodos trabalhando. Esticar seus limites um pouco além da sua zona de conforto te ajudará a produzir suas melhores obras.

Audio e legenda em inglês, sorry guys!

“Não se sinta desencorajado porque há um monte de trabalho mecânico na escrita. Há, e você não pode fugir disso. Eu reescrevi ‘Adeus às Armas’ pelo menos cinquenta vezes. Você precisa trabalhar o texto até o final. O primeiro rascunho é sempre uma merda”.

– ERNEST HEMINGWAY

“Personagens são o que fazem a gente amar a ficção, são o que fazem as histórias nos tocarem e falarem com a gente. Sim, o enredo, o cenário, a ação e a linguagem são muito importantes. Mas os livros seriam um tédio sem aqueles que o habitam.”

– SILAS HOUSE

6 ideias de presentes para escritores e amantes da literatura

Se você não quer errar em um presente para mim, pode me dar um caderno. Desses bem bonitos, de capa dura e com elástico que é para levar na bolsa sem estragar. Se possível, procure por um que seja sem pauta, mas com uns pontinhos que é para a escrita sair reta e bonita.  Eu gosto dos de bolso, que não ocupam muito espaço. Esses eu uso para meus trabalho de campo, quando estou na rua e preciso anotar qualquer coisa bem rápido ou para servir de banco de ideias. Mas também vou amar aqueles maiorzinhos, tamanho livro, que é para servir de agenda e organizar toda a minha confusão de tarefas e pensamentos.

Ou canetas. De gel, coloridas, uma caixa de lápis de cor. Blocos de anotações, um porta lápis bonito, um diário de viagens, uma quadro de recados, mapas, apoio de livros. Livros. Literatura, jornalismo, livros sobre escrita, um vencedor do Pulitzer ou do Nobel. Uma história que você achou bonita. Presenteie histórias. Uma crônica que você escreveu, uma foto que você tirou, porque fotos são histórias contadas em imagens. Há quem diga que eu sou difícil de agradar. Essa pessoa nunca entrou em uma livraria.

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“Ideias nascem de devaneios, de deixar-se vagar, daquele momento em que você está só sentado ali… O problema com os dias de hoje é que é muito difícil se entediar. Eu tenho 2.4 milhões de seguidores no Twitter que vão me entreter a qualquer momento. É realmente muito difícil se entediar. Eu estou bem melhor em deixar meu telefone de lado, sair para caminhadas chatas, tentar encontrar o espaço para me entediar. É isso que eu comecei a dizer às pessoas que me dizem ‘quero ser um escritor’. Eu digo ‘ótimo, se entedie’.”

– Neil Gaiman

Quem controla o cânone literário?

Canon Literário - quadrinhos

Canon literário 2

Fonte: Incidental Comics

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“Tudo na vida pode ser escrito se você tiver a coragem de fazê-lo e a imaginação para improvisar. O pior inimigo da criatividade é a insegurança.”

― Sylvia Plath, The Unabridged Journals of Sylvia Plath

Faça boa arte: o discurso do Neil Gaiman para profissionais criativos

Em 17 de maio de 2012, Neil Gaiman falou como convidado a uma turma de formandos da University of the Arts da Filadelfia, nos Estados Unidos. O discurso, dirigido aos jovens que acabariam de entrar no mundo do trabalho criativo, é um dos mais inspiradores para quem se dedica a criar qualquer tipo de arte. O vídeo está com legendas em português e abaixo está a transcrição de alguns dos meus trechos favoritos.

“Quando você começa em uma carreira nas artes você não tem ideia do que está fazendo.

Isso é ótimo. As pessoas que sabem o que estão fazendo conhecem as regras, e sabem o que é possível e o que é impossível. Vocês não. E vocês não devem. As regras sobre o que é possível e impossível nas artes foram feitas por pessoas que não tinham testado os limites do possível indo além deles. E vocês podem.”

“Se você tem uma ideia do que você quer fazer, sobre o que você foi colocado aqui para fazer, então simplesmente vá e faça aquilo. (…)

Algumas vezes o caminho para fazer o que você espera fazer estará claramente delineado; e às vezes será quase impossível decidir se você estará ou não fazendo a coisa certa, porque você terá de balancear suas metas e esperanças, e alimentar-se, pagar as contas, encontrar trabalho, e se adequar ao que pode encontrar.

“Eu espero que vocês cometam erros. Se vocês estão cometendo erros, significa que vocês estão por aí fazendo algo.”

Mais tarde, o discurso foi transformado em livro e está disponível na Amazon por apenas R$9,90.

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