Sugestões criativas para fevereiro

  1. Faça você mesmo uma fantasia de carnaval do zero
  2. Escreva uma mini-biografia sobre uma pessoa que você não conhece
  3. Comece uma coleção nova
  4. Crie um personagem inspirado em alguém que você conhece
  5. Pesquise ideias para uma tatuagem que você goste, mesmo que você não tenha intenção de fazê-la
  6. Comece a aprender algo totalmente novo (uma língua, instrumento, desenho, pintura…_)
  7. Leia sobre uma celebração ou ritual de uma cultura diferente
  8. Assista a três documentários sobre temas diferentes
  9. Entre em contato com o trabalho de algum artista que você não conhecia
  10. Faça um ensaio fotográfico sobre um tema presente no seu cotidiano

Leia mil livros e suas palavras vão fluir como um rio.

– Virgínia Woolf

10 dicas de escrita de Henry Miller, Elmore Leonard, Margaret Atwood, Neil Gaiman e George Orwell

Uma boa forma de aprender qualquer coisa é aproveitando os anos de conhecimento e experiência de gente absolutamente genial naquela arte. Aqui estão alguns top 10 (ou top 6. Ou 7. Ou 8) com os melhores conselhos de alguns veteranos da literatura, colecionados pelo site Open Culture e traduzidos por mim (por isso, desculpe qualquer coisa).

Dicas de escrita de Henry Miller

Henry Miller (de seu livros Henry Miller on Writing)

1. Trabalhe em apenas uma coisa até que você termine.
2. Não comece novos livros nem adicione novo material a “Black Spring” (livro).
3. Não fique nervoso. Trabalhe, calma, alegre e irresponsavelmente com o que quer que esteja nas suas mão naquele momento.
4. Trabalhe de acordo com o seu planejamento e não de acordo com o seu humor. Pare na hora programada.
5. Quando você não pode criar, não pode trabalhar.
6. Semeie um pouquinho a cada dia em vez de usar novos fertilizantes.
7. Mantenha-se humano! Veja pessoas, vá a lugares, beba se tiver vontade.
8. Não seja um cavalo de carga! Só trabalhe com prazer.
9. Descarte o planejamento quando tiver vontade, mas volte a ele no dia seguinte. Concentre-se. Estabeleça limites. Exclua.
10. Esqueça os livros que você quer escrever. Pense apenas no livro que você está escrevendo.
11. Escrever vem primeiro. Pintura, música, cinema, tudo isso vem depois.

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Os três livros favoritos de 2018

Outros jeitos de usar a boca, Rupi Kaur

Outros jeitos de usar a boca, rupi kaur

Acho que esse foi o único livro que eu li duas vezes no mesmo dia. Devorei pela primeira vez no ônibus, ao voltar da livraria para casa. A segunda, logo que terminei e abri na primeira página outra vez. Chorei o tempo inteiro. A experiência de ser mulher no século 21, abuso, começos e términos, nossa relação com o corpo e os padrões irreais de beleza são alguns dos assuntos abordados em Outros Jeitos de Usar a Boca (Milk and Honey). Os versos livres e fragmentados de Rupi tocam em temas delicados, ora com sutileza, ora direto na ferida. Ela é a mais famosa instapoet da atualidade, conhecida por divulgar seu trabalho principalmente nas redes sociais. Você pode provar um pouquinho da sua poesia no instagram @

O Livro dos Abraços, Eduardo Galeano

O Livro dos Abraços, Eduardo Galeano

Eu custei a deixar o Galeano entrar na minha vida, algo que considero uma falha imperdoável na minha formação humana. 2017, no entanto,  foi o ano dele. Devorei As Veias Abertas da América Latina, Giramundo, O Livro dos Abraços. O último foi meu favorito. Desses para gente ter na cabeceira e abrir em uma página aleatória sempre que a vida pedir umas palavras de consolo ou inspiração.

Vozes de Tchernobyl, Svetlana Alexievich

Vozes de Tchernobil

Em 2016, eu reencontrei meu amor pelo jornalismo, mas foi no ano passado que eu me dediquei a ler alguns bons livro-reportagem que estavam a tempos na lista. Vozes de Tchernóbil, da prêmio nobel Svetlana Aleksiévitch, foi o que mais me tocou. Através de relatos comoventes dos sobreviventes da catástrofe nuclear, ela reconta essa história desde a perspectiva do impacto que ela teve na vida de cada um. Svetlana afirma que não faz jornalismo, já que vai além dos números e fatos para falar da alma das pessoas. Eu discordo. Acredito que ela é uma das poucas que captou a verdadeira função do repórter na atualidade.

Infinitas coisas para fazer depois dos 30

Fiz 30 anos. E não, não surtei nem um pouco. Uns dois dias antes eu disse pros meus amigos que precisava ir a um estúdio fazer outra tatuagem e colocar um piercing no septo nasal enquanto ainda estava nos vinte. “Depois fica meio estranho”. Bateu a preguiça e não fui, mas ainda quero fazer outras muitas tatuagens e talvez colocar um piercing se eu superar meu medo de agulhas. Acordei no dia do meu aniversário como se fosse nada, e tudo seguia igual. Eu continuo sentindo que esse mundo de adulto é um monte de gente correndo em círculos sem saber o que está acontecendo. Minhas roupas ainda têm alguma pegada adolescente e eu ainda escuto Dashboard Confessional para curar uma bad, mas só às vezes. E tudo bem. Depois que a gente cresce a gente descobre que o mundo tem muitos “pode” e “não pode” para tudo-quanto-é-coisa e que ou você desencana deles e vive sua vida ou não é feliz.

 

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Desafio de sexta: Desaparecimento na floresta

“Tenho certeza! Foi aqui que ele desapareceu!” – Disse a menina, olhando para dentro do que parecia ser uma toca ou buraco entre os galhos.

Buraco na Floresta

Responda: Quem é ele? O que ele estava fazendo antes de sumir? Para onde ele foi?

“Regras como ‘escreva sobre o que você conhece’ e ‘mostre, não conte’, ainda que sem dúvidas sejam fincadas no bom senso, podem ser ignoradas com impunidade por qualquer novelista esperto o suficiente para se safar disso. Existe, na verdade, apenas uma regra na ficção: qualquer coisa que funcionar pra você, funciona”. 

– TOM ROBBINS

Desafio de sexta: uma história tirada do jornal

Uma das minhas músicas favoritas da banda Los Hermanos é a Conversa de Botas Batidas. Muito desse prediletismo vem da história por trás da música: Camelo a compôs depois de ler no jornal sobre o desabamento de um hotel no Rio de Janeiro, em setembro de 2002. O incidente acabou trazendo à tona o caso de amor extraconjugal entre um senhor aposentado e uma mulher, ambos encontrados nus entre os escombros, já sem vida. De acordo com a polícia, funcionários do hotel tentaram avisar a todos  os hóspedes, porém não tiveram nenhuma resposta ao ligar para o quarto dos amantes.

A história, para lá de trágica, acabou virando uma bonita canção de amor.

“Uma divagação sobre uma situação real. Um senhor e uma senhora morreram num desabamento aqui no Rio, e eles eram amantes. A música é como se fosse uma conversa deles antes de o prédio desabar.”

– MARCELO CAMELO

Histórias tiradas do jornal

O cotidiano é um prato cheio para a ficção. Escreva um conto, crônica ou poesia sobre uma notícia que você viu nos jornais ou noticiários. Compartilhe o resultado com a gente.

“A principal regra para a escrita é que se você fizer isso com segurança suficiente, você pode fazer o que você quiser. (Essa talvez seja também uma regra para a vida. Mas é definitivamente verdade para a escrita.) Então escreva sua história como se ela precisasse ser escrita. Escreva isso de forma honesta, e conte-a da melhor forma que você puder. Eu não tenho certeza se existe alguma outra regra. Não alguma que importe.”

— NEIL GAIMAN

Desafio de sexta: A vida dentro de um quadro

O que aconteceria se você fosse tragado para dentro de sua pintura favorita? Escolha um quadro famoso ou outro trabalho de arte e escreva uma história curta que se passe dentro dele.

O grito - quadro E. Munch

E claro, não se esqueça de compartilhar o resultado com a gente.

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