“Para mim, o cenário é um dos elementos mais importantes. É um dos personagens principais, um dos heróis. Eu chego a ler até 50 livros para escrever um livro. Nem todos do início ao fim, mas eu os uso como material de pesquisa.”

– CORNELIA FUNKE

O concurso literário Gritos Contidos – Prêmio Coruja Escritora está com inscrições abertas até 15 de setembro. O concurso contemplará os três melhores poemas com prêmios em dinheiro e a entrega de medalhas, além da publicação da antologia com os 250 melhores poemas e sarau com os 20 melhores em cerimônia de Premiação com coquetel no dia 30 de novembro de 2016 no Rio de Janeiro.

Premiação: 1º lugar – R$3.000,00 – 2º lugar – R$2.000,00 – 3º lugar – R$1.000,00

Inscrições aqui.

A Coruja Escritora também estará presente na 24a Bienal do Livro que ocorre entre 26 de agosto e 4 de setembro em São Paulo.

“Escrever é hipnotizar-se para acreditar em si mesmo, fazer seu trabalho e depois desipnotizar-se e debruçar-se sobre o material friamente”.

– ANNE LAMOTT

As dicas de Stephen King em Sobre a Escrita

“Esse livro é curto porque a maioria das obras sobre a escrita está cheia de baboseiras.”

– Stephen King

 

Assim começa o segundo prefácio de Sobre a Escrita, uma espécie de manual autobiográfico que percorre a trajetória do autor na arte de juntar palavras, o que ele sabe sobre o ofício e como se faz para sentar a bunda na cadeira todos os dias e sair com um livro pronto em três meses. Ele já acalentava a ideia de escrever um livro com suas técnicas de escrita por mais de um ano quando, sem querer, uma amiga lhe deu o empurrão que faltava. “Ninguém nunca me perguntou sobre a linguagem”, disse ela, quando questionada sobre o tipo de dúvida que nunca aparecia em palestras com escritores.Antes que essa luzinha se acendesse em sua mente, King não estava seguro se teria algo útil, interessante ou diferente para dizer.

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“Eu tenho tentado entender o que é escrever bem. Eu reconheço uma boa escrita quando eu leio o trabalho das outras pessoas ou o meu próprio. O mais próximo que eu cheguei foi que existe um ritmo para escrever, nas frases e nos parágrafos. Quando o ritmo não está bom, é difícil ler o texto. É bem parecido com a música nesse sentido; existe um ritmo interno que faz o trabalho da leitura por você. É quase como se o texto se lesse sozinho. E isso é difícil de ensinar às pessoas. Se você não escuta música, você nunca vai escutar isso. O ritmo interno da frase ou do parágrafo, esse é o DNA da escrita. Isso é o que uma boa escrita é.”

– SEBASTAIN JUNGER

Como surgem as boas ideias?

A gente costuma pensar que as boas ideias surgem de um momento de epifania. Nesse Ted-Talk, Steven Johnson rebate essa noção e nos conta um pouco da importância das “redes líquidas” ou da troca de ideias para o amadurecimento das mesmas. Os momentos de “Eureka!” não surgem tão do nada quanto parecem, passam por um longo período de maturação antes de emergirem como uma grande ideia.

A Rebelião das Horas

Nas prateleiras da velha loja empoeirada do centro, já não havia mais espaço para nenhuma outra engrenagem, ampulheta ou cuco que fosse. As peças, acumuladas durante as décadas e décadas que se passaram desde que os Zeitnehmer começaram a se dedicar à arte de consertar relógios, formavam uma coleção inusitada que passava por diferentes estilos de época e utilidades. Justo ao lado de um imponente relógio de parede ao qual faltavam os ponteiros, era possível encontrar um tedioso relógio de ponto que algum dia atormentou trabalhadores em uma fábrica qualquer. Hoje, eles serviam apenas para acumular poeira, aposentados da exaustante tarefa de tiquetaquear junto ao tempo.

Magno Zeitnehmer herdou a loja de seu pai, que a herdou de seu avô. Tivesse ele filhos, passaria o oficio adiante, mas a vida não lhe deu essa sorte e, agora, ele se via obrigado a fechar o pequeno atelier em breve. Suas mãos trêmulas já não eram capazes da mesma precisão no consertos mais delicados, sua vista falhava em enxergar as peças menores e os clientes eram cada vez mais raros. Não era incomum que se passassem dias e dias sem que a sineta da porta de entrada soasse trazendo um trabalho novo. Só havia resistido até ali porque, é verdade, era o único que ainda fazia esse tipo de reparo em relógios antigos em toda São Paulo.

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Aqui está um truque simples para fazer mais gente ler o que você escreve: escreva em linguagem falada. Alguma coisa acontece com a maioria das pessoas quando elas começam a escrever. Elas escrevem de uma forma diferente da que elas usam quando estão falando com um amigo. A estrutura da frase e até mesmo as palavras são diferentes. Ninguém usa “pen” como um verbo no inglês falado. Você se sentiria idiota se falasse “pen” em vez de “write” em uma conversa com um amigo.

PAUL GRAHAM

Como escrever descrições e criar ficção que ganha vida

Já reparou que algumas descrições literárias ganham mais vida em nossas mentes que outras? Nesse vídeo do TED-Ed, temos alguns insights de como tornar nossos cenários, personagens e sentimentos mais palpáveis para os leitores na hora de colocá-los no papel. Abaixo seguem algumas transcrições das minhas partes favoritas.

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As 22 regras da Pixar para contar uma boa história

Em 2011, uma ex-funcionária da Pixar chamada Emma Coats twittou uma série de princípios e ideias sobre Storytelling que, mais tarde, foram compilados em uma lista que começou a rodar a internet sob o nome de “As 22 duas regras da Pixar sobre Storytelling”.

Segundo ela, os tweets surgiram a partir de coisas que ela aprendeu com os diretores e colegas de trabalho da Pixar e também durante o exercício de sua profissão.  E, verdade seja dita, poucas empresas se igualam à Pixar na arte de criar histórias envolventes e emocionantes para todas as idades.

Procurando Nemo - Pixar

Abaixo, você encontra a série de tweets compilados e traduzidos para o português. Mas quem quiser se aprofundar um pouco mais, pode clicar aqui e baixar um PDF com as “22 regras da Pixar” analisadas pelo escritor Stephan Vladimir Bugaj, um e-book de distribuição gratuita que eu recebi quando fiz o curso online The Future of Storytelling (em inglês).

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