Aqui está um truque simples para fazer mais gente ler o que você escreve: escreva em linguagem falada. Alguma coisa acontece com a maioria das pessoas quando elas começam a escrever. Elas escrevem de uma forma diferente da que elas usam quando estão falando com um amigo. A estrutura da frase e até mesmo as palavras são diferentes. Ninguém usa “pen” como um verbo no inglês falado. Você se sentiria idiota se falasse “pen” em vez de “write” em uma conversa com um amigo.

PAUL GRAHAM

Como escrever descrições e criar ficção que ganha vida

Já reparou que algumas descrições literárias ganham mais vida em nossas mentes que outras? Nesse vídeo do TED-Ed, temos alguns insights de como tornar nossos cenários, personagens e sentimentos mais palpáveis para os leitores na hora de colocá-los no papel. Abaixo seguem algumas transcrições das minhas partes favoritas.

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As 22 regras da Pixar para contar uma boa história

Em 2011, uma ex-funcionária da Pixar chamada Emma Coats twittou uma série de princípios e ideias sobre Storytelling que, mais tarde, foram compilados em uma lista que começou a rodar a internet sob o nome de “As 22 duas regras da Pixar sobre Storytelling”.

Segundo ela, os tweets surgiram a partir de coisas que ela aprendeu com os diretores e colegas de trabalho da Pixar e também durante o exercício de sua profissão.  E, verdade seja dita, poucas empresas se igualam à Pixar na arte de criar histórias envolventes e emocionantes para todas as idades.

Procurando Nemo - Pixar

Abaixo, você encontra a série de tweets compilados e traduzidos para o português. Mas quem quiser se aprofundar um pouco mais, pode clicar aqui e baixar um PDF com as “22 regras da Pixar” analisadas pelo escritor Stephan Vladimir Bugaj, um e-book de distribuição gratuita que eu recebi quando fiz o curso online The Future of Storytelling (em inglês).

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“Escritores vivem duas vezes. Eles seguem com a vida normal, são tão rápidos quanto qualquer outra pessoa no supermercado, atravessam a rua, se arrumam para o trabalho de manhã. Mas existe uma outra parte deles que eles têm treinado: aquela que vive tudo uma segunda vez.”
– Natalie Goldberg, em Escrevendo com a Alma

Como escrever 1500 palavras antes do café da manhã

Stephen King conta, em seu manual de escrita autobiográfico On Writing (sobre a escrita, em português), que quando ele descobriu que, se escrevesse uma página por dia, teria um livro pronto ao fim de um ano foi libertador. Pensar no processo de criação literária dessa forma transformava algo que parecia absurdamente complicado em uma tarefa simples, diária e constante.

De fato, um livro é um projeto como qualquer outro. É preciso quebrá-lo em pedacinhos e passos simples e realizáveis para que o caminho se desvende para nós. Todos os escritores renomados que já falaram sobre o seu processo criativo sempre batem na tecla de que é preciso consistência: escrever todo dia, independente de inspiração ou vontade, parece ser a chave para tornar-se um escritor. Criar o hábito de trabalhar em seus projetos de escrita é a única coisa que vai fazer com que eles saiam do papel (ou, nesse caso, sejam colocados no papel).

E estou falando isso aqui para ver se me convenço disso também, ok? Não sou a rainha da disciplina para nada na minha vida. Por isso, para motivar a gente a sentar a bunda na cadeira todo santo dia e parar de sonhar com escrever para de fato escrever, segue um fragmento do autobiografia de Anthony Trollope, um escritor britânico do século 19 que trabalhava todos os dias, durante 30 anos, como funcionário público e ainda conseguiu encontrar ânimo e tempo para deixar 47 romances publicados, além de peças de teatro, relatos de viagem, biografias, ensaios e contos. (Tradução livre)

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“Escrever. Mas talvez não diretamente: os acontecimentos precisam um pouco de tempo para tornarem-se palavra. Como se seu sentido, e inclusive sua forma, devessem recorrer um longo caminho interior antes de encontrar sua coesão.”
– Julio Cortazar

A poesia falada de Sarah Kay

“Agora eu sei que a regra número 1 para ser interessante é parecer inabalável, nunca admitir que algo o amedronta ou o impressiona ou o entusiasma. Alguém uma vez me disse que é como caminhar pela vida assim. Você se protege de todos os sofrimentos inesperados ou mágoas que possam surgir. Mas eu tento caminhar pela vida assim. E sim, isso significa ir pegando todas os sofrimentos e mágoas, mas também significa que quando lindas, maravilhosas coisas simplesmente caem do céu, eu estou pronta para pegá-las. Uso poesia falada para ajudar meus alunos redescobrir o encantamento, combater seus instintos de ser o interessante e inabalável e, ao contrário, ativamente se envolver com o que está ao seu redor, para que possam reinterpretar e criar algo disso.”

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Para criar uma boa história, comece por um conflito

  1. Ignore o monstro: O herói é confrontado por uma força antagonística e resolve ignorá-la até que ela suma.
  2. Acusação falsa: O protagonista é acusado de ter cometido algo errado, mas não é nada demais e tudo se resolve rapidamente.
  3. O enigma não resolvido: A heroína se depara com um problema, mas ele é tão, tão difícil que ela acaba desistindo.
  4. Desejo decrescente: O protagonista deseja algo. Mais tarde, ele já não tem tanta certeza. Lá pela hora do jantar já se esqueceu do assunto completamente.

Para criar uma boa história, é preciso ter um forte conflito.

O segredo de ser um escritor é que você tem que escrever. Não é suficiente pensar sobre a escrita ou estudar literatura ou planejar sua vida futura como um escritor. Você realmente precisa se afastar do mundo e, sozinho, começar a trabalhar.

– AUGUSTEN BURROUGHS

Exercício: A árvore e o elefante

Faça uma lista de todas as semelhanças possíveis entre uma árvore e um elefante.

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