Em um dos Ted-Talks mais assistidos de todos os tempos, Elizabeth Gilbert, a autora de Comer, Rezar e Amar, reflete sobre a pressão que artistas e criativos sofrem em seus trabalhos. Segundo ela, essa necessidade de criar sempre o melhor de si e ser genial é uma das maiores causas de estresse e bloqueios entre esse tipo de profissional.

Para aliviar a barra, ela sugere – de maneira bem humorada e emocionante – que nós voltemos a adotar a noção de “gênios” ou “musas inspiradoras”, comuns em diversos povos da antiguidade. Se, de alguma forma, nos sentirmos protegidos contra o resultado de nossos esforços, tiramos a pessoalidade do trabalho criativo e nos tornamos mais livres para criar sem a pressão de ter que exceder expectativas a cada novo projeto.

Mais do que isso, Elizabeth procura enfatizar a importância de trabalharmos duro, todos os dias, em nossas rotinas criativas, assim como fariam engenheiros ou cientistas. Precisamos parar de buscar pela inspiração súbita, por aquele lampejo de genialidade que vai nos alçar às estrelas e apenas sentar a bunda na cadeira para trabalhar, independente do resultado que você vai alcançar no fim dia.

Não desanime. Apenas faça o seu trabalho. Continue a comparecer para fazer sua parte, seja ela qual for. Se seu trabalho é dançar, dance. E se o gênio divino e maroto que foi designado para acompanhar o seu caso permitir que, através do seu esforço, aconteça um lampejo maravilhoso, então, “Olé”! E se não, faça a sua dança,do mesmo jeito. E “Olé” para você da mesma forma. Eu acredito nisso e acho que devemos ensinar isso uns aos outros. “Olé!” para você, apesar de tudo, simplesmente por possuir esse puro amor humano e a teimosia de continuar aparecendo para fazer a sua parte.”

– Elizabeth Gilbert

“Validação é para o seu cartão de estacionamento”

– Austin Kleon

Em Roube como um artista, Austin Kleon dedica algumas páginas a um tema relacionado. Ele reconhece que a necessidade de aprovação externa pode ser paralisante para artistas e criativos e diz que nós não temos nenhum controle sobre o que os outros vão pensar sobre o nosso trabalho. A única variável que podemos controlar é como nosso trabalho é feito. Por isso, ele aconselha que a gente se ocupe demais para nos preocuparmos com a opinião outros. Crie, crie, crie sem pensar em como sua criação vai ser recebida. Faça trabalhos medíocres e melhore a cada dia. E faça isso por você, não pelo reconhecimento universal.

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