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Sugestões criativas para fevereiro

  1. Faça você mesmo uma fantasia de carnaval do zero
  2. Escreva uma mini-biografia sobre uma pessoa que você não conhece
  3. Comece uma coleção nova
  4. Crie um personagem inspirado em alguém que você conhece
  5. Pesquise ideias para uma tatuagem que você goste, mesmo que você não tenha intenção de fazê-la
  6. Comece a aprender algo totalmente novo (uma língua, instrumento, desenho, pintura…_)
  7. Leia sobre uma celebração ou ritual de uma cultura diferente
  8. Assista a três documentários sobre temas diferentes
  9. Entre em contato com o trabalho de algum artista que você não conhecia
  10. Faça um ensaio fotográfico sobre um tema presente no seu cotidiano

Os três livros favoritos de 2018

Outros jeitos de usar a boca, Rupi Kaur

Outros jeitos de usar a boca, rupi kaur

Acho que esse foi o único livro que eu li duas vezes no mesmo dia. Devorei pela primeira vez no ônibus, ao voltar da livraria para casa. A segunda, logo que terminei e abri na primeira página outra vez. Chorei o tempo inteiro. A experiência de ser mulher no século 21, abuso, começos e términos, nossa relação com o corpo e os padrões irreais de beleza são alguns dos assuntos abordados em Outros Jeitos de Usar a Boca (Milk and Honey). Os versos livres e fragmentados de Rupi tocam em temas delicados, ora com sutileza, ora direto na ferida. Ela é a mais famosa instapoet da atualidade, conhecida por divulgar seu trabalho principalmente nas redes sociais. Você pode provar um pouquinho da sua poesia no instagram @

O Livro dos Abraços, Eduardo Galeano

O Livro dos Abraços, Eduardo Galeano

Eu custei a deixar o Galeano entrar na minha vida, algo que considero uma falha imperdoável na minha formação humana. 2017, no entanto,  foi o ano dele. Devorei As Veias Abertas da América Latina, Giramundo, O Livro dos Abraços. O último foi meu favorito. Desses para gente ter na cabeceira e abrir em uma página aleatória sempre que a vida pedir umas palavras de consolo ou inspiração.

Vozes de Tchernobyl, Svetlana Alexievich

Vozes de Tchernobil

Em 2016, eu reencontrei meu amor pelo jornalismo, mas foi no ano passado que eu me dediquei a ler alguns bons livro-reportagem que estavam a tempos na lista. Vozes de Tchernóbil, da prêmio nobel Svetlana Aleksiévitch, foi o que mais me tocou. Através de relatos comoventes dos sobreviventes da catástrofe nuclear, ela reconta essa história desde a perspectiva do impacto que ela teve na vida de cada um. Svetlana afirma que não faz jornalismo, já que vai além dos números e fatos para falar da alma das pessoas. Eu discordo. Acredito que ela é uma das poucas que captou a verdadeira função do repórter na atualidade.

O caderno no qual Francis Coppola roterizou O Poderoso Chefão


Sobre a adaptação de O Poderoso Chefão para o cinema:

…Eu recomento que quando você lê um livro pela primeira vez, escreva algumas boas notas ao lado, direto no livro. Escreva o que você sentiu, sublinhe qualquer sensação forte que ele tenha te causado. Essas primeiras notas são valiosas. Então, quando você terminar o livro, você verá que algumas páginas estão cheias de partes sublinhadas e outras estão em branco.

No teatro, existe uma coisa chamada prompt book. O prompt book é o que o produtor usa, normalmente é um fichário com todas as pistas de iluminação do palco. Eu faço um prompt book de um livro. Em outras palavras, eu quebro o livro e colo todas as páginas em um fichário, normalmente dentro de um recorte quadrado para que eu possa ver dos dois lados das páginas do livro.

Eu tenho aquele livro cheio de notas que eu tomei. Então eu vou no fichário e escrevo muitas outras observações e notas. É quando eu começo a repassar tudo e sumarizar as partes que me pareceram importantes. E, naturalmente, você vê as partes menos importantes desaparecerem, ou que você tem muitos personagens de forma que você precisará eliminar ou combinar alguns deles. Trabalhando dessa forma, sendo mais específico com o que você pensa…. quando você terminar estará qualificado para, talvez, tentar escrever um rascunho baseado naquele caderno.

No caso do Poderoso Chefão, ainda que eu tivesse um roteiro, eu nunca o usei. Eu costumava levar sempre o meu caderno comigo e fiz o filme a partir dele.

Desafio de sexta: Reinvente um animal mitológico

Os mundos fantásticos são povoados por criaturas mágicas. Algumas dessas criaturas já possuem características universais tidas como obrigatórias, seja pelo alcance de suas lendas ou pela popularidade de alguma obra que as descreva. É o caso dos vampiros. Quando pensamos nesses seres das trevas, quase sempre temos a imagem do Conde Drácula criado pelo autor irlandês Bram Stoker ou das criaturas de Anne Rice. J.K. Rowling, no entanto, alterou a mitologia e os descreveu como seres quase cômicos, e claro, Stephanie Mayer os transformou em adolescentes que brilham sob o sol na série Crepúsculo.

Reinvente um animal mágico mitológico

Ainda que você tenha aprendido a imaginar unicórnios, duendes, dragões, fadas ou ogros de uma maneira específica, eles são apenas animais imaginários e nada impede que ganhem novas cores e formas a cada história. Seu desafio é escolher um desses seres fantásticos e descrevê-lo de uma forma original. Fique à vontade para imaginar também uma história na qual eles apareçam.

Mapa dos maiores clássicos da literatura do mundo

Nunca contei aqui, mas um dos meus objetivos de vida é ler pelo menos um livro de cada país do mundo. Não faço isso de forma metódica e meto várias outras leituras entre os livros desse projeto – por isso levará anos para ser concluído -, mas tenho uma listinha e vou marcando os países que já passaram pela minha estante.  A ideia foi inspirada pelo projeto 198 livros do blog Viaggiando, que por sua vez foi inspirado pelo projeto A Year Reading the World.

Por isso, achei incrível o trabalho de criação desse mapa do mundo da literatura, construído a partir dos principais clássicos de cada país. Alguns coincidem com os livros que eu escolhi para representar cada lugar, como Persépolis para o Irã (minha leitura atual), A Sombra do Vento para a Espanha e O Sol é para Todos para os Estados Unidos.

Mapa dos Clássicos da Literatura

“Uma forma de se ter ideias é fazer algo chato… Elas voam pra sua cabeça como pássaros”

– JOHN CAGE

Você já pensou em tudo o que há por trás do processo de elaboração das capas dos seus livros favoritos? Nesse TED-Talk, o designer Chipp Kidd conta um pouco sobre de onde tirou as ideias para as suas capas mais famosas, como Jurassic Park e 1Q84 e explica a importância de uma capa bem bolada para o mercado editorial. Para ele, o mais importante é saber mostrar ao leitor qual a cara da história que será contada nas páginas que se seguem e passar de forma eficiente o espírito da narrativa. Tudo isso com muito senso de humor.

Ação Poética, a inspiração que vem das ruas

Paredes brancas, letras negras, frases belamente construídas. Talvez você já tenha se deparado com uma intervenção dessas nos muros da sua cidade. Essas obras, sempre escritas por algum artista urbano inspirado, fazem parte de um movimento global, a Ação Poética.

Há cerca de 20 anos, o poeta mexicano Armando Alanís Prado resolveu sair pelas ruas de Monterrey, onde vivia, para colocar um pouco de poesia nos muros. Ele começou escrevendo poemas longos, mas logo se deu conta de que tanto texto acabava deixando sua ação distante das pessoas que estavam com pressa. Ele então mudou sua forma de escrever e resolveu a colocar versos mais curtos. Assim, a iniciativa começou a atrair os olhares e a curiosidade das pessoas que passavam por elas e logo a Acción Poética se disseminou pelo país e pelo mundo.

O movimento defende que a palavra é um bem comum e deve ser valorizado, aberta ao conhecimento e à reação do público. A intenção é causar sensações através da poesia e com ela arrancar sorrisos dos leitores, por isso, as frases pintadas costumam ser sobre sentimentos universais, como o amor.

A Ação Poética não tem dono. Qualquer um pode participar. Baster ter um muro branco (com autorização dos donos), uma tinta preta e uma ideia na cabeça. A rua é um convite.

Ação Poética- Badalona

Ação Poética

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Ação Poética - Bailemos

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Ação Poética 5

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Ação Poética

Ação Poética

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Clichéa – Quão original é o seu mundo?

Clichea - Mapa de mundos de fantasia

Todo mundo de fantasia que se preze precisa de uma floresta negra que abriga criaturas da noite, uma cadeia de  montanhas sinistra na qual o Dark Lord curte passar uns tempos, territórios de povos bárbaros e um norte gelado. Todos esses elementos geográficos da fantasia foram reunidos nessa mapa de mentirinha, de uma terra de clichês chamada, bem… Clichéa. O trabalho é uma brincadeira com os padrões do gênero. Clichês, se bem trabalhados, podem render histórias inesquecíveis. Mas também serve de lembrete para que sejamos mais criativos na hora de criar nossos mapas.

Vi no Deviantart

Essa semana faz um ano que morreu um gênio. Nesse curto vídeo, David Bowie fala um pouco das suas percepções sobre arte. Para eles, os artistas devem trabalhar para preencher suas próprias expectativas e buscar entender sua própria relação com a sociedade. Fazer um trabalho que tenha como objetivo atender às expectativas de outras pessoas pode resultar em trabalhos ruins. Ele também pede que as pessoas busquem sempre se colocar em lugares onde eles não se sentem totalmente cômodos trabalhando. Esticar seus limites um pouco além da sua zona de conforto te ajudará a produzir suas melhores obras.

Audio e legenda em inglês, sorry guys!

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