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10 desafios literários para acompanhar

Uma lista com livros essenciais da literatura universal viralizou há algumas semanas na internet. A chamada era pra lá de click-bait: “Somente 1% das pessoas já leram os livros dessa lista”, ou qualquer outra porcentagem absurda. O estranho era que todo mundo que compartilhou o resultado do teste já tinha lido os tais livros. Estratégias furadas para conseguir acesso aos dados de privacidade das pessoas ao fazer com que elas se sintam especiais existem aos montes, mas também há várias listas e desafios literários que valem a pena de verdade.

O legal de desafios literários é que, além de te incentivar a ler mais ao estabelecer uma meta, ajuda também a expandir nossas fronteiras literárias nos forçando a ler títulos que a gente não leria normalmente. Como eu sou meio inconstante, dificilmente consigo concluir uma lista dessas, mas já fui apresentada a diferentes autores e estilos só por entrar em contato com essas propostas de leitura.

Separei 10 desafios literários que rondam a internet e que eu achei que merecem uma chance na listinha de leitura. E sem essa de levar para-casa para a vida: não há nenhum problema em largar um desafio no meio ou trocá-lo por outro. O importante aqui é ler mais e se divertir.

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La gente anda diciendo: coisas que ouvimos por aí

Quem nunca espichou a orelha para escutar a conversa dos outros? A curiosidade de Tatiana Goldman e Ezequiel Mandelbaum sobre o que um casal discutia na mesa ao lado, em um pequeno café em Buenos Aires, deu origem ao projeto La gente anda diciendo.  Hoje com quase 9 milhões de seguidores no Facebook, o projeto está presente também no Twitter e no Instagram e já rendeu dois livros com uma compilação de frases ditas por anônimos nas ruas, ônibus e estações de metrô na Argentina, Uruguai, Brasil, Colômbia, Espanha e qualquer outro lugar do mundo onde alguém com um bom ouvido e uma caneta escute alguma pérola da sabedoria de meio-fio.

As frases colecionadas se transformam em haikus espontâneos, mostrando toda a poesia contida em nossas conversas de dia-a-dia. Tiradas de contexto, deixam espaço para que imaginemos as histórias desses personagens anônimos e dizem muito e nada ao mesmo tempo. “A primeira frase que compartilhamos entre as que nos enviaram era de um casal que caminhava pela rua. O senhor dizia a sua mulher: Marta, temos que comprar um bíblia. Talvez agora essa frase já não nos interessaria, mas pensamos: que louco, vão fazer um exorcismo, o que aconteceu com eles…?” disse Ezequiel em entrevista ao Traveller.es.


La gente anda diciendo

La gente anda diciendo

La gente anda diciendo

La gente anda diciendo

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Um livro de cada país do mundo

Há uns anos, a Camila Navarro, blogueira do Viaggiando, começou um projeto interessantíssimo chamado 198 Livros. Inspirada por uma escritora inglesa, ela se propôs a ler um livro de cada país do mundo como uma forma de aumentar seu repertório de escritores, de pontos de vida e de narrativas sobre determinadas partes do planeta. Assim que eu fiquei sabendo do projeto, me empolguei também e fui logo sortear um número de 1 a 200 para decidir qual seria minha próxima leitura. A sorteada foi a a Palestina e eu mergulhei nas páginas de Mornings in Jenin, da escritora Susan Abulhawa, o que me ajudou a entender melhor o conflito e a situação das pessoas que vivem naqueles lados.

Eu, no entanto, não queria assumir esse objetivo em público. Em primeiro lugar porque é o tipo de coisa que eu demoraria anos para acabar e corria o maior risco de largar mão na metade. Mesmo assim, sempre que eu lia um livro que se encaixava nos meus critérios de uma volta ao mundo literária, eu ia lá e riscava o país da minha lista. Foram poucos até agora, 14 só. Porque né, eu vivo metendo outras leituras que não tem nada a ver com essa meta no meio (e não vou parar com isso). No entanto, o objetivo de fechar a lista continuou rondando minha cabeça.

Quando eu escrevi o post sobre as coisas que eu queria alcançar nessa minha nova década de vida, mencionei que gostaria de ler um livro de cada país do mundo e a leitora Tamires pediu nos comentários para que eu compartilhasse a lista aqui. Aí está.

Update! Contagem de livros em 21/05: 17/199

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Sugestões criativas para fevereiro

  1. Faça você mesmo uma fantasia de carnaval do zero
  2. Escreva uma mini-biografia sobre uma pessoa que você não conhece
  3. Comece uma coleção nova
  4. Crie um personagem inspirado em alguém que você conhece
  5. Pesquise ideias para uma tatuagem que você goste, mesmo que você não tenha intenção de fazê-la
  6. Comece a aprender algo totalmente novo (uma língua, instrumento, desenho, pintura…_)
  7. Leia sobre uma celebração ou ritual de uma cultura diferente
  8. Assista a três documentários sobre temas diferentes
  9. Entre em contato com o trabalho de algum artista que você não conhecia
  10. Faça um ensaio fotográfico sobre um tema presente no seu cotidiano

Os três livros favoritos de 2018

Outros jeitos de usar a boca, Rupi Kaur

Outros jeitos de usar a boca, rupi kaur

Acho que esse foi o único livro que eu li duas vezes no mesmo dia. Devorei pela primeira vez no ônibus, ao voltar da livraria para casa. A segunda, logo que terminei e abri na primeira página outra vez. Chorei o tempo inteiro. A experiência de ser mulher no século 21, abuso, começos e términos, nossa relação com o corpo e os padrões irreais de beleza são alguns dos assuntos abordados em Outros Jeitos de Usar a Boca (Milk and Honey). Os versos livres e fragmentados de Rupi tocam em temas delicados, ora com sutileza, ora direto na ferida. Ela é a mais famosa instapoet da atualidade, conhecida por divulgar seu trabalho principalmente nas redes sociais. Você pode provar um pouquinho da sua poesia no instagram @

O Livro dos Abraços, Eduardo Galeano

O Livro dos Abraços, Eduardo Galeano

Eu custei a deixar o Galeano entrar na minha vida, algo que considero uma falha imperdoável na minha formação humana. 2017, no entanto,  foi o ano dele. Devorei As Veias Abertas da América Latina, Giramundo, O Livro dos Abraços. O último foi meu favorito. Desses para gente ter na cabeceira e abrir em uma página aleatória sempre que a vida pedir umas palavras de consolo ou inspiração.

Vozes de Tchernobyl, Svetlana Alexievich

Vozes de Tchernobil

Em 2016, eu reencontrei meu amor pelo jornalismo, mas foi no ano passado que eu me dediquei a ler alguns bons livro-reportagem que estavam a tempos na lista. Vozes de Tchernóbil, da prêmio nobel Svetlana Aleksiévitch, foi o que mais me tocou. Através de relatos comoventes dos sobreviventes da catástrofe nuclear, ela reconta essa história desde a perspectiva do impacto que ela teve na vida de cada um. Svetlana afirma que não faz jornalismo, já que vai além dos números e fatos para falar da alma das pessoas. Eu discordo. Acredito que ela é uma das poucas que captou a verdadeira função do repórter na atualidade.

O caderno no qual Francis Coppola roterizou O Poderoso Chefão


Sobre a adaptação de O Poderoso Chefão para o cinema:

…Eu recomento que quando você lê um livro pela primeira vez, escreva algumas boas notas ao lado, direto no livro. Escreva o que você sentiu, sublinhe qualquer sensação forte que ele tenha te causado. Essas primeiras notas são valiosas. Então, quando você terminar o livro, você verá que algumas páginas estão cheias de partes sublinhadas e outras estão em branco.

No teatro, existe uma coisa chamada prompt book. O prompt book é o que o produtor usa, normalmente é um fichário com todas as pistas de iluminação do palco. Eu faço um prompt book de um livro. Em outras palavras, eu quebro o livro e colo todas as páginas em um fichário, normalmente dentro de um recorte quadrado para que eu possa ver dos dois lados das páginas do livro.

Eu tenho aquele livro cheio de notas que eu tomei. Então eu vou no fichário e escrevo muitas outras observações e notas. É quando eu começo a repassar tudo e sumarizar as partes que me pareceram importantes. E, naturalmente, você vê as partes menos importantes desaparecerem, ou que você tem muitos personagens de forma que você precisará eliminar ou combinar alguns deles. Trabalhando dessa forma, sendo mais específico com o que você pensa…. quando você terminar estará qualificado para, talvez, tentar escrever um rascunho baseado naquele caderno.

No caso do Poderoso Chefão, ainda que eu tivesse um roteiro, eu nunca o usei. Eu costumava levar sempre o meu caderno comigo e fiz o filme a partir dele.

Desafio de sexta: Reinvente um animal mitológico

Os mundos fantásticos são povoados por criaturas mágicas. Algumas dessas criaturas já possuem características universais tidas como obrigatórias, seja pelo alcance de suas lendas ou pela popularidade de alguma obra que as descreva. É o caso dos vampiros. Quando pensamos nesses seres das trevas, quase sempre temos a imagem do Conde Drácula criado pelo autor irlandês Bram Stoker ou das criaturas de Anne Rice. J.K. Rowling, no entanto, alterou a mitologia e os descreveu como seres quase cômicos, e claro, Stephanie Mayer os transformou em adolescentes que brilham sob o sol na série Crepúsculo.

Reinvente um animal mágico mitológico

Ainda que você tenha aprendido a imaginar unicórnios, duendes, dragões, fadas ou ogros de uma maneira específica, eles são apenas animais imaginários e nada impede que ganhem novas cores e formas a cada história. Seu desafio é escolher um desses seres fantásticos e descrevê-lo de uma forma original. Fique à vontade para imaginar também uma história na qual eles apareçam.

Mapa dos maiores clássicos da literatura do mundo

Nunca contei aqui, mas um dos meus objetivos de vida é ler pelo menos um livro de cada país do mundo. Não faço isso de forma metódica e meto várias outras leituras entre os livros desse projeto – por isso levará anos para ser concluído -, mas tenho uma listinha e vou marcando os países que já passaram pela minha estante.  A ideia foi inspirada pelo projeto 198 livros do blog Viaggiando, que por sua vez foi inspirado pelo projeto A Year Reading the World.

Por isso, achei incrível o trabalho de criação desse mapa do mundo da literatura, construído a partir dos principais clássicos de cada país. Alguns coincidem com os livros que eu escolhi para representar cada lugar, como Persépolis para o Irã (minha leitura atual), A Sombra do Vento para a Espanha e O Sol é para Todos para os Estados Unidos.

Mapa dos Clássicos da Literatura

“Uma forma de se ter ideias é fazer algo chato… Elas voam pra sua cabeça como pássaros”

– JOHN CAGE

Você já pensou em tudo o que há por trás do processo de elaboração das capas dos seus livros favoritos? Nesse TED-Talk, o designer Chipp Kidd conta um pouco sobre de onde tirou as ideias para as suas capas mais famosas, como Jurassic Park e 1Q84 e explica a importância de uma capa bem bolada para o mercado editorial. Para ele, o mais importante é saber mostrar ao leitor qual a cara da história que será contada nas páginas que se seguem e passar de forma eficiente o espírito da narrativa. Tudo isso com muito senso de humor.

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