Category: Cinema e Vídeo

Sobre a adaptação de O Poderoso Chefão para o cinema:

…Eu recomento que quando você lê um livro pela primeira vez, escreva algumas boas notas ao lado, direto no livro. Escreva o que você sentiu, sublinhe qualquer sensação forte que ele tenha te causado. Essas primeiras notas são valiosas. Então, quando você terminar o livro, você verá que algumas páginas estão cheias de partes sublinhadas e outras estão em branco.

No teatro, existe uma coisa chamada prompt book. O prompt book é o que o produtor usa, normalmente é um fichário com todas as pistas de iluminação do palco. Eu faço um prompt book de um livro. Em outras palavras, eu quebro o livro e colo todas as páginas em um fichário, normalmente dentro de um recorte quadrado para que eu possa ver dos dois lados das páginas do livro.

Eu tenho aquele livro cheio de notas que eu tomei. Então eu vou no fichário e escrevo muitas outras observações e notas. É quando eu começo a repassar tudo e sumarizar as partes que me pareceram importantes. E, naturalmente, você vê as partes menos importantes desaparecerem, ou que você tem muitos personagens de forma que você precisará eliminar ou combinar alguns deles. Trabalhando dessa forma, sendo mais específico com o que você pensa…. quando você terminar estará qualificado para, talvez, tentar escrever um rascunho baseado naquele caderno.

No caso do Poderoso Chefão, ainda que eu tivesse um roteiro, eu nunca o usei. Eu costumava levar sempre o meu caderno comigo e fiz o filme a partir dele.

Muito antes de Tim Burton resolver se perder no País das Maravilhas, Alice já dava suas voltinhas no cinema. Mas mais de um século antes, em 1903, quando não existiam tantos efeitos visuais e muito menos cinema 3D, o livro Alice´s Adventures in Wonderland foi adaptado para o cinema. A produção tem 12 minutos, mas apenas 8 deles foram recuperados pelo BFI National Archive.

Confira também o clipe da música Tea Party, da estoniana Kely Köiv, que faz parte da trilha promocional da versão do Tim Burton, Almost Alice.

Medianeras: a cidade, a arquitetura e o amor na era da internet

“Todos os prédios, todos mesmo, têm um lado inútil. Não serve para nada, não dá nem para frente, nem para o fundo, a medianera, superfícies que nos dividem e que lembram a passagem do tempo, a poluição e a sujeira da cidade. As medianeras mostram nosso lado mais miserável, refletem a inconstância, as rachaduras, as soluções provisórias. É a sujeira que escondemos debaixo do tapete.”

Será que a arquitetura, o crescimento desordenado das cidades e a vida moderna ajudam a construir muros entre nós e nossos vizinhos? Será que o estilo de vida do século 21 aprofunda nossa sensação de solidão, de estar sozinho em uma metrópole apinhada de gente? Medianeras é um longa argentino sobre a dificuldade dos encontros em um mundo onde todos estão conectados – e sempre ocupados. Um filme para o finzinho de domingo e para começar a semana inspirado. E o melhor? Tem no Netflix.

“Quando você olha bem de perto, as pessoas são tão estranhas e tão complicadas a tal ponto que se tornam belas. Possivelmente até eu.”

– Angela, na série de TV My so-called life

© 2017 Oxford Comma

Theme by Anders NorenUp ↑