Category: Criatividade

“Uma forma de se ter ideias é fazer algo chato… Elas voam pra sua cabeça como pássaros”

– JOHN CAGE

6 ideias de presentes para escritores e amantes da literatura

Se você não quer errar em um presente para mim, pode me dar um caderno. Desses bem bonitos, de capa dura e com elástico que é para levar na bolsa sem estragar. Se possível, procure por um que seja sem pauta, mas com uns pontinhos que é para a escrita sair reta e bonita.  Eu gosto dos de bolso, que não ocupam muito espaço. Esses eu uso para meus trabalho de campo, quando estou na rua e preciso anotar qualquer coisa bem rápido ou para servir de banco de ideias. Mas também vou amar aqueles maiorzinhos, tamanho livro, que é para servir de agenda e organizar toda a minha confusão de tarefas e pensamentos.

Ou canetas. De gel, coloridas, uma caixa de lápis de cor. Blocos de anotações, um porta lápis bonito, um diário de viagens, uma quadro de recados, mapas, apoio de livros. Livros. Literatura, jornalismo, livros sobre escrita, um vencedor do Pulitzer ou do Nobel. Uma história que você achou bonita. Presenteie histórias. Uma crônica que você escreveu, uma foto que você tirou, porque fotos são histórias contadas em imagens. Há quem diga que eu sou difícil de agradar. Essa pessoa nunca entrou em uma livraria.

Continue reading

Em 17 de maio de 2012, Neil Gaiman falou como convidado a uma turma de formandos da University of the Arts da Filadelfia, nos Estados Unidos. O discurso, dirigido aos jovens que acabariam de entrar no mundo do trabalho criativo, é um dos mais inspiradores para quem se dedica a criar qualquer tipo de arte. O vídeo está com legendas em português e abaixo está a transcrição de alguns dos meus trechos favoritos.

“Quando você começa em uma carreira nas artes você não tem ideia do que está fazendo.

Isso é ótimo. As pessoas que sabem o que estão fazendo conhecem as regras, e sabem o que é possível e o que é impossível. Vocês não. E vocês não devem. As regras sobre o que é possível e impossível nas artes foram feitas por pessoas que não tinham testado os limites do possível indo além deles. E vocês podem.”

“Se você tem uma ideia do que você quer fazer, sobre o que você foi colocado aqui para fazer, então simplesmente vá e faça aquilo. (…)

Algumas vezes o caminho para fazer o que você espera fazer estará claramente delineado; e às vezes será quase impossível decidir se você estará ou não fazendo a coisa certa, porque você terá de balancear suas metas e esperanças, e alimentar-se, pagar as contas, encontrar trabalho, e se adequar ao que pode encontrar.

“Eu espero que vocês cometam erros. Se vocês estão cometendo erros, significa que vocês estão por aí fazendo algo.”

Mais tarde, o discurso foi transformado em livro e está disponível na Amazon por apenas R$9,90.

A gente costuma pensar que as boas ideias surgem de um momento de epifania. Nesse Ted-Talk, Steven Johnson rebate essa noção e nos conta um pouco da importância das “redes líquidas” ou da troca de ideias para o amadurecimento das mesmas. Os momentos de “Eureka!” não surgem tão do nada quanto parecem, passam por um longo período de maturação antes de emergirem como uma grande ideia.

Infográfico: 40 maneiras de ser criativo

40 maneiras de ser criativo

 

Continue reading

Em um dos Ted-Talks mais assistidos de todos os tempos, Elizabeth Gilbert, a autora de Comer, Rezar e Amar, reflete sobre a pressão que artistas e criativos sofrem em seus trabalhos. Segundo ela, essa necessidade de criar sempre o melhor de si e ser genial é uma das maiores causas de estresse e bloqueios entre esse tipo de profissional.

Para aliviar a barra, ela sugere – de maneira bem humorada e emocionante – que nós voltemos a adotar a noção de “gênios” ou “musas inspiradoras”, comuns em diversos povos da antiguidade. Se, de alguma forma, nos sentirmos protegidos contra o resultado de nossos esforços, tiramos a pessoalidade do trabalho criativo e nos tornamos mais livres para criar sem a pressão de ter que exceder expectativas a cada novo projeto.

Mais do que isso, Elizabeth procura enfatizar a importância de trabalharmos duro, todos os dias, em nossas rotinas criativas, assim como fariam engenheiros ou cientistas. Precisamos parar de buscar pela inspiração súbita, por aquele lampejo de genialidade que vai nos alçar às estrelas e apenas sentar a bunda na cadeira para trabalhar, independente do resultado que você vai alcançar no fim dia.

Não desanime. Apenas faça o seu trabalho. Continue a comparecer para fazer sua parte, seja ela qual for. Se seu trabalho é dançar, dance. E se o gênio divino e maroto que foi designado para acompanhar o seu caso permitir que, através do seu esforço, aconteça um lampejo maravilhoso, então, “Olé”! E se não, faça a sua dança,do mesmo jeito. E “Olé” para você da mesma forma. Eu acredito nisso e acho que devemos ensinar isso uns aos outros. “Olé!” para você, apesar de tudo, simplesmente por possuir esse puro amor humano e a teimosia de continuar aparecendo para fazer a sua parte.”

– Elizabeth Gilbert

“Validação é para o seu cartão de estacionamento”

– Austin Kleon

Em Roube como um artista, Austin Kleon dedica algumas páginas a um tema relacionado. Ele reconhece que a necessidade de aprovação externa pode ser paralisante para artistas e criativos e diz que nós não temos nenhum controle sobre o que os outros vão pensar sobre o nosso trabalho. A única variável que podemos controlar é como nosso trabalho é feito. Por isso, ele aconselha que a gente se ocupe demais para nos preocuparmos com a opinião outros. Crie, crie, crie sem pensar em como sua criação vai ser recebida. Faça trabalhos medíocres e melhore a cada dia. E faça isso por você, não pelo reconhecimento universal.

Você encontra os livros de Elizabeth Gilbert na Amazon (link afiliado)

Young-Ha Kim, um famoso escritor coreano, fala um pouco sobre o que é ser um artista no mundo de hoje. Segundo ele, todos somos artistas natos mas, ao longo da vida, perdemos a espontaneidade e leveza que temos como crianças e passamos a procurar razões para não nos manifestarmos artisticamente.

Os motivos pelos quais a arte é arrancada da gente durante nosso processo de crescimento são vários: o trabalho, a falta de tempo, a opinião alheia, o cansaço. Em seu discurso, ele afirma que todos podemos nos reconectar com o artista que existe em nós. Basta que a gente use o tempo e espaço que temos agora mesmo para nos manifestarmos.

Você encontra os livros de Young-Ha Kim na Amazon

10 dicas de criatividade em Roube como um artista

“Todo conselho é autobiográfico”. É assim que Austin Kleon começa Roube Como um Artista, uma compilação de coisas que ele gostaria de ter dito a ele mesmo aos 19 anos, quando começou sua caminhada pelo mundo da arte e da criatividade.

Curtinho e lúdico, o livro pode ser lido numa sentada para um café. Apesar disso, há muito ali para quem está disposto a criar – com pincéis, palavras, câmeras ou acordes -, mas se sente perdido, sem saber por onde começar.  Acho que a principal lição que fica é que a criatividade não é um dom, é uma chave que pode ativada por qualquer pessoa que se empenhar em fazê-lo, fruto de trabalho consistente e aprendizado contínuo. Afinal, todo mundo pode olhar para o mundo de uma forma diferente e descobrir algo novo.

1. Roube como um artista

Nada é original. Se entendermos isso, podemos parar de gastar energia tentando reinventar a roda e começar a roubar ideias. Mas calma! Não é para sair copiando o que alguém já fez. Roube todas as ideias que te parecerem interessantes, seja um colecionador. Depois, misture tudo dentro de você e coloque no mundo o resultado disso. E esse resultado deve transcender a soma das partes.

Para ilustrar esse conselho, Kleon usa o exemplo da genética. Você nada mais é que os genes somados do seu pai e da sua mãe. No entanto, é um ser humano único, maior que a simples mistura dos seus progenitores. Assim como há a genealogia familiar, há uma genealogia de ideias.  A diferença é que, nesse caso, você tem o poder de selecionar os genes: as músicas, filmes e livros que vão formar sua árvore criativa.

“Você é a soma das suas influências”

Por isso, roube tudo o que parecer interessante. Escolha seu artista favorito e descubra tudo sobre ele. Descubra quem o influenciou e devore informações sobre essas pessoas também. Vá subindo os degraus dessa árvore genealógica o mais alto que der.

Faça dessa pesquisa uma educação informal. Investigue cada referência, mergulhe fundo não apenas nos trabalhos das pessoas que você admira, mas  nos conceitos e estruturas por trás desses trabalhos. O Google está aí para isso.

Continue reading

Sabe quando você se depara com uma ideia genial de alguém e fica se perguntando como aquela pessoa pensou aquilo? Ou quando você vê algo muito legal e quer se matar por não ter pensando naquilo antes? Esse vídeo explica um pouquinho sobre como é esse processo complexo da geração de ideias e da inovação. Dá para ter uma ideia de como funcionam nossas mentes e como a gente pode se ajudar a criar cada vez mais e melhor.

© 2017 Oxford Comma

Theme by Anders NorenUp ↑