Category: Literatura

Mapa dos maiores clássicos da literatura do mundo

Nunca contei aqui, mas um dos meus objetivos de vida é ler pelo menos um livro de cada país do mundo. Não faço isso de forma metódica e meto várias outras leituras entre os livros desse projeto – por isso levará anos para ser concluído -, mas tenho uma listinha e vou marcando os países que já passaram pela minha estante.  A ideia foi inspirada pelo projeto 198 livros do blog Viaggiando, que por sua vez foi inspirado pelo projeto A Year Reading the World.

Por isso, achei incrível o trabalho de criação desse mapa do mundo da literatura, construído a partir dos principais clássicos de cada país. Alguns coincidem com os livros que eu escolhi para representar cada lugar, como Persépolis para o Irã (minha leitura atual), A Sombra do Vento para a Espanha e O Sol é para Todos para os Estados Unidos.

Mapa dos Clássicos da Literatura

Você já pensou em tudo o que há por trás do processo de elaboração das capas dos seus livros favoritos? Nesse TED-Talk, o designer Chipp Kidd conta um pouco sobre de onde tirou as ideias para as suas capas mais famosas, como Jurassic Park e 1Q84 e explica a importância de uma capa bem bolada para o mercado editorial. Para ele, o mais importante é saber mostrar ao leitor qual a cara da história que será contada nas páginas que se seguem e passar de forma eficiente o espírito da narrativa. Tudo isso com muito senso de humor.

Clichéa – Quão original é o seu mundo?

Clichea - Mapa de mundos de fantasia

Todo mundo de fantasia que se preze precisa de uma floresta negra que abriga criaturas da noite, uma cadeia de  montanhas sinistra na qual o Dark Lord curte passar uns tempos, territórios de povos bárbaros e um norte gelado. Todos esses elementos geográficos da fantasia foram reunidos nessa mapa de mentirinha, de uma terra de clichês chamada, bem… Clichéa. O trabalho é uma brincadeira com os padrões do gênero. Clichês, se bem trabalhados, podem render histórias inesquecíveis. Mas também serve de lembrete para que sejamos mais criativos na hora de criar nossos mapas.

Vi no Deviantart

Quem controla o cânone literário?

Canon Literário - quadrinhos

Canon literário 2

Fonte: Incidental Comics

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As influências de Neil Gaiman

Outro dia eu estava pensando em quem eu gostaria de ser quando eu crescer.  Essa pergunta tem muitas respostas, claro: depende do dia, da época, do tipo de olhar que eu dou ao futuro naquele momento e de qual aspecto da vida eu estou encarando.

Nesse dia em especial, eu pensava sobre as coisas que eu gostaria de escrever. Sabe quando você termina um livro e tem uma sensação confusa de amor profundo pela história e tristeza porque você gostaria de ter escrito aquilo, mas alguém foi lá e escreveu primeiro? É exatamente assim que eu me sinto quando eu leio Neil Gaiman.

O Príncipe das Histórias, como já foi chamado por aí, é um dos meus escritores contemporâneos favoritos. Eu fico maravilhada pelos muitos mundos que ele cria em cada obra. Pelas imagens incríveis que ele desenvolve e pela forma como ele conduz a fantasia com naturalidade e consistência.

Neil Gaiman

Um dia, Neil Gaiman também já parou para pensar em quem ele queria ser quando crescesse. Ele mesmo contou isso em uma palestra que deu para a Mythopoeic Society (link em inglês).  E, pensando em mergulhar em uma genealogia de ideias, comecei a me aprofundar na obra dele: ler os livros que não li (bom, pelo menos já coloquei vários no Kindle) e também ler os escritores que o influenciaram – alguns dos quais também já ocupam um lugar especial na minha estante.

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O amor e a desilusão amorosa sempre  foram protagonistas de nossas manifestações artísticas,  porque, de uma forma mórbida e bizarra, sofrimento é poesia. E há décadas a música pop procura exprimir em palavras toda a angústia, a solidão e a ansiedade que sentimos.

“O que veio primeiro, a música ou a dor? Eu ouvia a música porque estava infeliz? Ou estava infeliz porque ouvia a música? Esses discos todos transformam você numa pessoa melancólica?

Ninguém se preocupa com o fato das crianças ouvirem milhares – literalmente milhares – de canções sobre amores perdidos e rejeições e dor e infelicidade e perda. As pessoas afetivamente mais infelizes que eu conheço são as que mais gostam de música pop;  e não sei se foi a música pop que causou tal infelicidade, mas sei que elas vêm ouvindo as canções tristes há mais tempo do que vêm vivendo suas vidas infelizes.”

– Alta Fidelidade, Nick Hornby

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“Primeiro eu conheci o escritor, depois o homem. Fui fazer o percurso do livro O Ano da Morte de Ricardo Reis (de 1984) em que o personagem volta a Lisboa e, como uma pessoa cortês, queria agradecer ao escritor por aquela obra. Não foi uma relação muito clara de começo, mas sabíamos que algo muito importante havia ocorrido em nossas vidas e que esse algo seria para sempre.”

– Pilar Del Rio, sobre sua história com José Saramago.

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