Category: Escrita Criativa (page 1 of 6)

Desafio de sexta: Desaparecimento na floresta

“Tenho certeza! Foi aqui que ele desapareceu!” – Disse a menina, olhando para dentro do que parecia ser uma toca ou buraco entre os galhos.

Buraco na Floresta

Responda: Quem é ele? O que ele estava fazendo antes de sumir? Para onde ele foi?

“Regras como ‘escreva sobre o que você conhece’ e ‘mostre, não conte’, ainda que sem dúvidas sejam fincadas no bom senso, podem ser ignoradas com impunidade por qualquer novelista esperto o suficiente para se safar disso. Existe, na verdade, apenas uma regra na ficção: qualquer coisa que funcionar pra você, funciona”. 

– TOM ROBBINS

Desafio de sexta: uma história tirada do jornal

Uma das minhas músicas favoritas da banda Los Hermanos é a Conversa de Botas Batidas. Muito desse prediletismo vem da história por trás da música: Camelo a compôs depois de ler no jornal sobre o desabamento de um hotel no Rio de Janeiro, em setembro de 2002. O incidente acabou trazendo à tona o caso de amor extraconjugal entre um senhor aposentado e uma mulher, ambos encontrados nus entre os escombros, já sem vida. De acordo com a polícia, funcionários do hotel tentaram avisar a todos  os hóspedes, porém não tiveram nenhuma resposta ao ligar para o quarto dos amantes.

A história, para lá de trágica, acabou virando uma bonita canção de amor.

“Uma divagação sobre uma situação real. Um senhor e uma senhora morreram num desabamento aqui no Rio, e eles eram amantes. A música é como se fosse uma conversa deles antes de o prédio desabar.”

– MARCELO CAMELO

Histórias tiradas do jornal

O cotidiano é um prato cheio para a ficção. Escreva um conto, crônica ou poesia sobre uma notícia que você viu nos jornais ou noticiários. Compartilhe o resultado com a gente.

“A principal regra para a escrita é que se você fizer isso com segurança suficiente, você pode fazer o que você quiser. (Essa talvez seja também uma regra para a vida. Mas é definitivamente verdade para a escrita.) Então escreva sua história como se ela precisasse ser escrita. Escreva isso de forma honesta, e conte-a da melhor forma que você puder. Eu não tenho certeza se existe alguma outra regra. Não alguma que importe.”

— NEIL GAIMAN

Desafio de sexta: A vida dentro de um quadro

O que aconteceria se você fosse tragado para dentro de sua pintura favorita? Escolha um quadro famoso ou outro trabalho de arte e escreva uma história curta que se passe dentro dele.

O grito - quadro E. Munch

E claro, não se esqueça de compartilhar o resultado com a gente.

“Lembre-se: quando alguém te diz que tem alguma coisa errada ou que algo não está funcionando na sua história, ele está quase sempre certo. Quando te dizem exatamente o que está está errado ou como consertar isso, eles estão quase sempre errados”

— NEIL GAIMAN

Desafio de sexta: Reinvente um animal mitológico

Os mundos fantásticos são povoados por criaturas mágicas. Algumas dessas criaturas já possuem características universais tidas como obrigatórias, seja pelo alcance de suas lendas ou pela popularidade de alguma obra que as descreva. É o caso dos vampiros. Quando pensamos nesses seres das trevas, quase sempre temos a imagem do Conde Drácula criado pelo autor irlandês Bram Stoker ou das criaturas de Anne Rice. J.K. Rowling, no entanto, alterou a mitologia e os descreveu como seres quase cômicos, e claro, Stephanie Mayer os transformou em adolescentes que brilham sob o sol na série Crepúsculo.

Reinvente um animal mágico mitológico

Ainda que você tenha aprendido a imaginar unicórnios, duendes, dragões, fadas ou ogros de uma maneira específica, eles são apenas animais imaginários e nada impede que ganhem novas cores e formas a cada história. Seu desafio é escolher um desses seres fantásticos e descrevê-lo de uma forma original. Fique à vontade para imaginar também uma história na qual eles apareçam.

“Ambos os gêneros libertam o romancista das limitações do mundano, do banal, do que já é senso comum. Em contrapartida, a ficção científica demanda um certo rigor intelectual, enquanto a fantasia requer absoluta consistência de suas invenções”.

– URSULA K. LE GUIN

Um caderno é um bom lugar para ter más ideias

Essa é outra do Austin Kleon, de Roube como um Artista.

No momento em que escrevo, tenho cinco cadernos em processo de preenchimento: um bloquinho em espiral com a capa dura que levo na bolsa para todos os lugares e faço anotações aleatórias, um tipo Moleskine onde guardo todas as ideias de pautas ou histórias que tenho, um Leuchtturm1917 verde que serve de Bullet Journal, um bloco de anotações estilo legal pad que fica na minha mesa para rascunhos e notas rápidas que tomo quando preciso organizar meus pensamentos e, por último, meu xodó: um Midori Travel’s Notebook para diário. Esse e o bullet journal são os únicos que eu faço questão que sejam organizados e bonitos.

Mas eu só tenho esse tanto de caderno porque eu sou compulsiva.  Seja qual for o seu sistema, tenha você um Moleskine ou um tilibra capa mole, passe um tempo com seu caderno todos os dias. Escreve todos os seus pensamentos ruins, suas ideias absurdas. Sublinhe aquelas ideias que não pareçam tão ruins assim que você possa querer guardar para mais tarde, compartilhar com alguém, levar a diante de alguma forma. Preencha todas as páginas e depois jogue-o em um fogueira se quiser. Ninguém precisa saber.

Veja também o Tumblr com fotos dos cadernos do artista, pra te inspirar…

Desafio de sexta: A lista incompleta dos pequenos prazeres

No filme O Fabuloso Destino de Amelie Poulain, a protagonista possui uma série de pequenos prazeres diários: mergulhar a mão em sacas de grão, partir o queimado do crème brûlée com a ponta da colher e fazer ricochetes na água do Canal St. Martin.  O designer Frank Chimero também tem uma lista do tipo: chamar as pessoas da família pela primeira letra do nome, reler algum livro, observar pontes.

Qual a sua lista de pequenos prazeres?

Escreve as pequenas coisas que te fazem feliz no dia a dia e compartilhe com a gente. Pode ser que você nem tenha dado atenção a algumas delas até esse momento.

Older posts

© 2017 Oxford Comma

Theme by Anders NorenUp ↑