Category: Processo Criativo (page 1 of 3)

“Regras como ‘escreva sobre o que você conhece’ e ‘mostre, não conte’, ainda que sem dúvidas sejam fincadas no bom senso, podem ser ignoradas com impunidade por qualquer novelista esperto o suficiente para se safar disso. Existe, na verdade, apenas uma regra na ficção: qualquer coisa que funcionar pra você, funciona”. 

– TOM ROBBINS

“A principal regra para a escrita é que se você fizer isso com segurança suficiente, você pode fazer o que você quiser. (Essa talvez seja também uma regra para a vida. Mas é definitivamente verdade para a escrita.) Então escreva sua história como se ela precisasse ser escrita. Escreva isso de forma honesta, e conte-a da melhor forma que você puder. Eu não tenho certeza se existe alguma outra regra. Não alguma que importe.”

— NEIL GAIMAN

“Lembre-se: quando alguém te diz que tem alguma coisa errada ou que algo não está funcionando na sua história, ele está quase sempre certo. Quando te dizem exatamente o que está está errado ou como consertar isso, eles estão quase sempre errados”

— NEIL GAIMAN

Um caderno é um bom lugar para ter más ideias

Essa é outra do Austin Kleon, de Roube como um Artista.

No momento em que escrevo, tenho cinco cadernos em processo de preenchimento: um bloquinho em espiral com a capa dura que levo na bolsa para todos os lugares e faço anotações aleatórias, um tipo Moleskine onde guardo todas as ideias de pautas ou histórias que tenho, um Leuchtturm1917 verde que serve de Bullet Journal, um bloco de anotações estilo legal pad que fica na minha mesa para rascunhos e notas rápidas que tomo quando preciso organizar meus pensamentos e, por último, meu xodó: um Midori Travel’s Notebook para diário. Esse e o bullet journal são os únicos que eu faço questão que sejam organizados e bonitos.

Mas eu só tenho esse tanto de caderno porque eu sou compulsiva.  Seja qual for o seu sistema, tenha você um Moleskine ou um tilibra capa mole, passe um tempo com seu caderno todos os dias. Escreve todos os seus pensamentos ruins, suas ideias absurdas. Sublinhe aquelas ideias que não pareçam tão ruins assim que você possa querer guardar para mais tarde, compartilhar com alguém, levar a diante de alguma forma. Preencha todas as páginas e depois jogue-o em um fogueira se quiser. Ninguém precisa saber.

Veja também o Tumblr com fotos dos cadernos do artista, pra te inspirar…

Resistência: porque escrever é tão difícil

É você e o cursor piscante na tela em branco. À sós. Você já mudou a fonte e a trilha sonora três vezes, percorreu a timeline do Facebook outras quatro e foi à cozinha buscar um café quando se lembrou de que ainda não está pronto para começar. É preciso antes pesquisar sobre o contexto histórico da sua história, descobrir o funcionamento minucioso daquela máquina que será uma peça chave no enredo. E você não sente segurança no pano de fundo de seus personagens até agora. Será que eles são complexos o bastante?

Quando eu era adolescente, escrever era fácil. Histórias saiam sem nenhuma dificuldade nas páginas dos meus cadernos. Poesias tingiam de tinta colorida todas as minhas agendas. Eu colecionava diários e fanfics. Mas aí, aconteceu o pior: começaram a me elogiar. Professores, família, amigos. Todos pareciam gostar de ler o que eu escrevia. Até arrumei um namoradinho por causa dos meus textos. Eu percebi que podia ser boa naquilo. Travei.  O que antes era uma diversão boba passou a ser uma obrigação. Eu morria de medo de escrever algo que as pessoas achassem ruim e que isso diminuísse a admiração delas. Durante anos, parei por completo.

Os anos passaram e com eles, diminuiu a vergonha. Mas, até hoje, de todas as atividades que eu preciso desenvolver no dia a dia, escrever é a que mais me custa começar. E nessa lista eu incluo a ida à academia. Por obrigação profissional, escrevo todos os dias. Ainda assim, meus projetos de escrita são constantemente jogados para o final da lista de afazeres. Repetem-se ali semana após semana, desculpa após desculpa. “Não dormi bem hoje”, “Preciso fazer essa outra coisa aqui antes”, “Quando eu terminar isso terei mais tempo para escrever com tranquilidade”. E nessa, meus contos, crônicas posts mais trabalhosos e criativos e projetos de livros nunca ganham vida.

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“Quando é hora de escrever, eu não faço outline e eu não faço nenhuma outra coisa. Eu apenas me sento e escrevo. Se não for emocionalmente honesto, então não é bom, e essa é minha única regra”

– SHONDA RHIMES

Conselhos para escritores do Incidental Comics

Conselhos para escritores do Incidental Comics

Incidental Comics

“O conselho de escrita mais importante: tenha algo a dizer. Sempre que eu tenho problemas escrevendo, é porque eu estou tentando escrever sobre alguma coisa que eu não me importo. Uma vez que eu saiba o que eu estou tentando dizer, escrever é fácil. Outro conselho: leia, leia, leia”

– GRETCHEN RUBIN

Como descobrir qual livro você quer escrever?

Outro dia o Austin Kleon, autor de Roube como um Artista e Mostre seu Trabalho, disse no blog dele que, observando a lua uma noite, teve vontade de ler uma história cultural sobre o astro. Então ele fez o que a todo mundo faz quando quer encontrar alguma coisa: foi perguntar ao todo-poderoso e onisciente Google onde ele poderia saciar seu desejo.

Matt, um amigo do escritor, disse: “Idealmente, é essa a forma como a gente deveria encontrar qualquer coisa pra ler… e escrever”.  Austin já dava essa deixa em Roube como um Artista. Se você quer ler um livro e ele não existe ainda, então o escreva.

Achei interessante a historinha.

Livros Austin Kleon

  Você encontra Roube como um Artista e outros livros de Austin Kleon aqui (link afiliado).

Como foi participar do C.O.N.T.E, o Curso Online de Técnicas para Escritores

Antes de começar, é preciso dizer que o C.O.N.T.E., o Curso Online de Técnicas para Escritores do Fábio Barreto, não é uma oficina de criação literária. Longe de tentar ensinar a gente a escrever bem, o objetivo ali é apresentar aos aspirantes a escritores alguns macetes básicos do mercado de ficção brasileiro e ensiná-los a tratar um livro como um bem de consumo, um produto cultural.

Algumas pessoas podem torcer o nariz para essa abordagem, mas temos que ser realistas. Afinal, escritor é profissão, livro é mercadoria e, se você quer fazer carreira nesse ramo, tem que aprender a se inserir nesse mercado, seja você mais da linha best seller comercial ou dos livros cabeção. Vendo por esse lado, as informações que obtive durante o curso, passadas por alguém que há anos já trabalha no ramo, são valiosas. Coisas que eu, provavelmente, só aprenderia quebrando muito a cara. Ou talvez nunca.

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