Category: Storytelling

“Ambos os gêneros libertam o romancista das limitações do mundano, do banal, do que já é senso comum. Em contrapartida, a ficção científica demanda um certo rigor intelectual, enquanto a fantasia requer absoluta consistência de suas invenções”.

– URSULA K. LE GUIN

Uma história não lida não é uma história, são as pequenas marcas pretas na madeira. O leitor, quando a lê, a vive: um ser vivo, a história. 

– URSULA K. LE GUIN

“Leitores de ficção são únicos porque querem sentir empatia por personagens que são diferentes deles, mesmo se aqueles personagens tomam decisões que eles pessoalmente não gostariam de fazer ou não concordam com elas.”

– BRIT BENNETT

“Personagens são o que fazem a gente amar a ficção, são o que fazem as histórias nos tocarem e falarem com a gente. Sim, o enredo, o cenário, a ação e a linguagem são muito importantes. Mas os livros seriam um tédio sem aqueles que o habitam.”

– SILAS HOUSE

As 22 regras da Pixar para contar uma boa história

Em 2011, uma ex-funcionária da Pixar chamada Emma Coats twittou uma série de princípios e ideias sobre Storytelling que, mais tarde, foram compilados em uma lista que começou a rodar a internet sob o nome de “As 22 duas regras da Pixar sobre Storytelling”.

Segundo ela, os tweets surgiram a partir de coisas que ela aprendeu com os diretores e colegas de trabalho da Pixar e também durante o exercício de sua profissão.  E, verdade seja dita, poucas empresas se igualam à Pixar na arte de criar histórias envolventes e emocionantes para todas as idades.

Procurando Nemo - Pixar

Abaixo, você encontra a série de tweets compilados e traduzidos para o português. Mas quem quiser se aprofundar um pouco mais, pode clicar aqui e baixar um PDF com as “22 regras da Pixar” analisadas pelo escritor Stephan Vladimir Bugaj, um e-book de distribuição gratuita que eu recebi quando fiz o curso online The Future of Storytelling (em inglês).

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Para criar uma boa história, comece por um conflito

  1. Ignore o monstro: O herói é confrontado por uma força antagonística e resolve ignorá-la até que ela suma.
  2. Acusação falsa: O protagonista é acusado de ter cometido algo errado, mas não é nada demais e tudo se resolve rapidamente.
  3. O enigma não resolvido: A heroína se depara com um problema, mas ele é tão, tão difícil que ela acaba desistindo.
  4. Desejo decrescente: O protagonista deseja algo. Mais tarde, ele já não tem tanta certeza. Lá pela hora do jantar já se esqueceu do assunto completamente.

Para criar uma boa história, é preciso ter um forte conflito.

4 TED-talks sobre storytelling e um bônus que você precisa ver

Histórias nos ajudam a significar a realidade, nos conectam, emocionam. Histórias podem ser ferramentas ideológicas que definem políticas ou culturas, ou podem, apenas, nos transportar para terras distantes quando queremos fugir de nossas vidas cotidianas. Contar uma história é uma arte e um habilidade poderosa. Nesses cinco vídeos do TED, alguns dos mestres nessa mágica narrativa contam seus segredos. Quem sabe a gente não pode aprender uma coisa ou outra com eles?

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Tabela periódica do Storytelling

A tabela periódica que a gente aprende nas aulas de Química é uma representação gráfica de todos elementos que formam o universo. Eles são divididos em bloquinhos e, quando colocamos um bloco junto de outros, formamos substâncias que são basicamente tudo o que existe. Boring! 

Muito mais legal é essa tabela periódica do Storytelling, que, a partir do template criado por Mandeleev, organiza os elementos e arquétipos das narrativas. Em vez de classificações enfadonhas como “Gases Nobres” e “Metais”, a tabela do Storytelling é organizada grupos estruturais, como características do enredo, heróis, vilões e modificadores de personagens.

A tabela foi criada pelo designer James Harris, em parceria com o TV Tropes, uma wiki sobre a arte de contar histórias.  Ao clicar em qualquer um dos elementos, você é redirecionado para uma página com uma descrição daquele arquétipo ou plot. A melhor parte é que dá para tentar juntar os elementos para encontrar as fórmulas das suas histórias preferidas.

Oxford Comma adverte: os links nessa página causam danos a sua produtividade

Qual foi a primeira vez que você se apaixonou por uma história?

Todos os anos, no meu aniversário, eu tinha uma difícil decisão a tomar. Era um acordo comum na minha família que, ou se comemorava com uma festa, ou com um presente a nossa escolha. As festas eram sempre no salão do prédio da minha avó paterna e decoradas com meus personagens favoritos. Os brigadeiros, as lembrancinhas, os amigos da escola e a quantidade de convidados que chegavam, cada um com seus embrulhos, me faziam acreditar que, quase sempre, essa era a escolha mais inteligente.

No primeiro ano depois que eu aprendi a ler, no entanto, eu escolhi o presente. O motivo que me fez trocar todos os pacotes que eu ganharia na festa por um único foi uma coleção de livros infantis que eu vi na TV. Chamava-se Conte Outra Vez e era composta por 12 volumes, cada um com duas histórias lindamente ilustradas. Cada livro vinha acompanhado de uma fita cassete com a narração dos contos. Os volumes chegavam por correio, um por mês, o que significava que levaria um ano até que meu presente estivesse completo.  Lembro-me até hoje da música de abertura:

“Era uma vez, outra história assim vai começar

E todos vocês, neste mundo encantado vão sonhar

É só escutar com atenção e viajar na asa da imaginação

Que a alegria vai tomar seu coração…”

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