Outros jeitos de usar a boca, Rupi Kaur

Outros jeitos de usar a boca, rupi kaur

Acho que esse foi o único livro que eu li duas vezes no mesmo dia. Devorei pela primeira vez no ônibus, ao voltar da livraria para casa. A segunda, logo que terminei e abri na primeira página outra vez. Chorei o tempo inteiro. A experiência de ser mulher no século 21, abuso, começos e términos, nossa relação com o corpo e os padrões irreais de beleza são alguns dos assuntos abordados em Outros Jeitos de Usar a Boca (Milk and Honey). Os versos livres e fragmentados de Rupi tocam em temas delicados, ora com sutileza, ora direto na ferida. Ela é a mais famosa instapoet da atualidade, conhecida por divulgar seu trabalho principalmente nas redes sociais. Você pode provar um pouquinho da sua poesia no instagram @

O Livro dos Abraços, Eduardo Galeano

O Livro dos Abraços, Eduardo Galeano

Eu custei a deixar o Galeano entrar na minha vida, algo que considero uma falha imperdoável na minha formação humana. 2017, no entanto,  foi o ano dele. Devorei As Veias Abertas da América Latina, Giramundo, O Livro dos Abraços. O último foi meu favorito. Desses para gente ter na cabeceira e abrir em uma página aleatória sempre que a vida pedir umas palavras de consolo ou inspiração.

Vozes de Tchernobyl, Svetlana Alexievich

Vozes de Tchernobil

Em 2016, eu reencontrei meu amor pelo jornalismo, mas foi no ano passado que eu me dediquei a ler alguns bons livro-reportagem que estavam a tempos na lista. Vozes de Tchernóbil, da prêmio nobel Svetlana Aleksiévitch, foi o que mais me tocou. Através de relatos comoventes dos sobreviventes da catástrofe nuclear, ela reconta essa história desde a perspectiva do impacto que ela teve na vida de cada um. Svetlana afirma que não faz jornalismo, já que vai além dos números e fatos para falar da alma das pessoas. Eu discordo. Acredito que ela é uma das poucas que captou a verdadeira função do repórter na atualidade.