Page 2 of 10

Desafio de sexta: A lista incompleta dos pequenos prazeres

No filme O Fabuloso Destino de Amelie Poulain, a protagonista possui uma série de pequenos prazeres diários: mergulhar a mão em sacas de grão, partir o queimado do crème brûlée com a ponta da colher e fazer ricochetes na água do Canal St. Martin.  O designer Frank Chimero também tem uma lista do tipo: chamar as pessoas da família pela primeira letra do nome, reler algum livro, observar pontes.

Qual a sua lista de pequenos prazeres?

Escreve as pequenas coisas que te fazem feliz no dia a dia e compartilhe com a gente. Pode ser que você nem tenha dado atenção a algumas delas até esse momento.

Uma história não lida não é uma história, são as pequenas marcas pretas na madeira. O leitor, quando a lê, a vive: um ser vivo, a história. 

– URSULA K. LE GUIN

Resistência: porque escrever é tão difícil

É você e o cursor piscante na tela em branco. À sós. Você já mudou a fonte e a trilha sonora três vezes, percorreu a timeline do Facebook outras quatro e foi à cozinha buscar um café quando se lembrou de que ainda não está pronto para começar. É preciso antes pesquisar sobre o contexto histórico da sua história, descobrir o funcionamento minucioso daquela máquina que será uma peça chave no enredo. E você não sente segurança no pano de fundo de seus personagens até agora. Será que eles são complexos o bastante?

Quando eu era adolescente, escrever era fácil. Histórias saiam sem nenhuma dificuldade nas páginas dos meus cadernos. Poesias tingiam de tinta colorida todas as minhas agendas. Eu colecionava diários e fanfics. Mas aí, aconteceu o pior: começaram a me elogiar. Professores, família, amigos. Todos pareciam gostar de ler o que eu escrevia. Até arrumei um namoradinho por causa dos meus textos. Eu percebi que podia ser boa naquilo. Travei.  O que antes era uma diversão boba passou a ser uma obrigação. Eu morria de medo de escrever algo que as pessoas achassem ruim e que isso diminuísse a admiração delas. Durante anos, parei por completo.

Os anos passaram e com eles, diminuiu a vergonha. Mas, até hoje, de todas as atividades que eu preciso desenvolver no dia a dia, escrever é a que mais me custa começar. E nessa lista eu incluo a ida à academia. Por obrigação profissional, escrevo todos os dias. Ainda assim, meus projetos de escrita são constantemente jogados para o final da lista de afazeres. Repetem-se ali semana após semana, desculpa após desculpa. “Não dormi bem hoje”, “Preciso fazer essa outra coisa aqui antes”, “Quando eu terminar isso terei mais tempo para escrever com tranquilidade”. E nessa, meus contos, crônicas posts mais trabalhosos e criativos e projetos de livros nunca ganham vida.

Continue reading

Desafio de sexta: Os desaparecidos

Todos os anos, 250 mil pessoas desaparecem no Brasil sem deixar rastro. Isso quer dizer que uma a cada 200 pessoas vai sumir ao longo da vida. 22 pessoas a cada 45 minutos. Números parecidos assombram os Estados Unidos. Veja o que o autor Jim Butcher, da série The Dresden Files, sobre um detetive bruxo, escreveu em seu livro Dead Beat :

“Apenas no último ano, nos EUA, mais de 900.000 pessoas foram dadas como desaparecidas e jamais encontradas… em uma população de 300 milhões de pessoas. Isso é uma pessoa desaparecendo a cada trezentas e vinte e cinco. Todos os anos… talvez seja coincidência, mas é quase a mesma taxa de perda entre animais de rebanho mortos por grandes predadores na savana africana.”

O que aconteceu com essas pessoas?

Seu desafio é encontrar uma explicação para esses desaparecimentos. Foi um predador de outro mundo? Abdução alienígena? Dimensões paralelas? Proponha uma solução para o mistério que converse com o mundo da fantasia ou da ficção científica.

Compartilhe sua resposta no seu blog ou diretamente nos comentários.

Fonte

Todo escritor é antes um observador do mundo. E é sobre isso que esse vídeo do TED-ED fala. Quais são as características anti-sociais que podem ajudar a criar melhores personagens e diálogos? Como utilizá-las no texto? Você provavelmente já esteve em uma conversa de amigos e sentiu vontade de anotar algumas das pérolas que eles soltam. Agora você vai saber porque você deve fazer isso e como colocar tudo no papel.

Mapa dos maiores clássicos da literatura do mundo

Nunca contei aqui, mas um dos meus objetivos de vida é ler pelo menos um livro de cada país do mundo. Não faço isso de forma metódica e meto várias outras leituras entre os livros desse projeto – por isso levará anos para ser concluído -, mas tenho uma listinha e vou marcando os países que já passaram pela minha estante.  A ideia foi inspirada pelo projeto 198 livros do blog Viaggiando, que por sua vez foi inspirado pelo projeto A Year Reading the World.

Por isso, achei incrível o trabalho de criação desse mapa do mundo da literatura, construído a partir dos principais clássicos de cada país. Alguns coincidem com os livros que eu escolhi para representar cada lugar, como Persépolis para o Irã (minha leitura atual), A Sombra do Vento para a Espanha e O Sol é para Todos para os Estados Unidos.

Mapa dos Clássicos da Literatura

“Comece a escrever. Eu não quero que isso soe a falta de consideração, mas COMECE A ESCREVER. NÃO EXISTE essa de ‘muito tarde’ nas artes. Acredite. COMECE.”

– PATTON OSWALT

“Quando é hora de escrever, eu não faço outline e eu não faço nenhuma outra coisa. Eu apenas me sento e escrevo. Se não for emocionalmente honesto, então não é bom, e essa é minha única regra”

– SHONDA RHIMES

“Uma forma de se ter ideias é fazer algo chato… Elas voam pra sua cabeça como pássaros”

– JOHN CAGE

“Escreva todos os dias, linha por linha, página por página, hora por hora. Faça isso apesar do medo. Porque, mais que qualquer outra coisa além de imaginação e habilidade, o que as palavras pedem de você é coragem, coragem para arriscar a rejeição, ridicularização e fracasso. Enquanto você segue a missão de histórias contadas com significado e beleza, estude atentamente, mas escreva com coragem. Então, como o herói da fábula, sua dança vai deslumbrar o mundo.”

– ROBERT McKEE

« Older posts Newer posts »

© 2017 Oxford Comma

Theme by Anders NorenUp ↑