Category: Sobre a Escrita (page 1 of 7)

“Talento é insignificante. Eu conheço um monte de talentos arruinados. Para além do talento estão todas as essas palavras habituais: disciplina, amor, sorte e, mais que tudo, perseverança”.

– James Baldwin

3 podcasts sobre escrita para autores, blogueiros, roteiristas e escrivinhadores de plantão

Daí que eu descobri a magia dos podcasts. Por muito tempo resisti a esse chamado por motivos de teimosia falta de tempo, mas acabei me rendendo e estou encantada com o mundo de possibilidades que se abriram. Eu sempre tive problema com longos trajetos de ônibus porque sou incapaz de manter o olho no livro e a comida no estômago ao mesmo tempo quando estou em movimento. Por isso usava esse tempo para ouvir música e pensar na vida. Não nego, muitos devaneios esclarecedores e soluções para salvar o mundo já saíram desses momentos, mas com os podcasts esses momentos ficaram ainda mais felizes.

Nessa descoberta, acabei trombando com alguns podcasts sobre escrita como profissão, técnicas, criatividade e mercado literário. Tá aí:

Curta Ficção

Comandado pelos escritores Thiago Lee, Jana P. Bianch e Rodrigo Assis Mesquita, traz dicas para escritores e entrevistas com profissionais do mercado em episódios de mais ou menos 30 minutos que passam voando.

Escute o Curta Ficção.

Gente que Escreve

É talvez o mais conhecido das paradas e eu já até citei ele aqui no Comma. O Gente que Escreve traz as dicas de Fábio Barreto e Rob Gordon sobre diversos temas relacionados à escrita. Os assuntos passam pelo mercado editorial, a carreira de escritor, como escrever melhor, como conseguir ser publicado e muito mais. Dois veteranos do mundo das palavras que têm muito a ensinar.

Escute o Gente que Escreve.

Os 12 Trabalhos do Escritor

Sempre em formato de entrevista com pessoas do meio literário, A.J. Oliveira esclarece conceitos e os caminhos na vida de um escritor.

Escute Os 12 Trabalhos do Escritor.

“De onde você tira suas ideias?”: Neil Gaiman sobre seu processo criativo

“Cada profissão tem suas armadilhas. Médicos, por exemplo, sempre são perguntados por conselhos de saúde grátis, advogados recebem pedidos de informações legais, coveiros sempre escutam como sua profissão deve ser interessante e depois disso as pessoas mudam de assunto rapidamente. E escritores precisam responder de onde eles tiram suas ideias.

No começo, eu costumava dar respostas não muito divertidas, impertinentes: “Do Clube das Ideias do Mês”, eu dizia, ou “Da pequena loja de ideias em Bognor Regis”, “De um velho livro empoeirados cheio de ideias no meu porão”, ou mesmo “De Pete Atkins”. (A última é um pouco esotérica, e pode requerer alguma explicação. Pete Atkins é um roteirista e novelista amigo meu, e nós decidimos há algum tempo que quando nos perguntassem, eu diria que tirava as ideias dele e ele de mim. Parecia fazer sentido na época).

Então eu me cansei dessas respostas não tão engraçadas, e agora eu digo a verdade:

“Eu invento”, eu digo “da minha cabeça”.

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“A qualquer momento, não importa onde você esteja, há centenas de coisas há sua volta que são interessantes e que valem a pena documentar”

– KERI SMITH

Leia mil livros e suas palavras vão fluir como um rio.

– Virgínia Woolf

10 dicas de escrita de Henry Miller, Elmore Leonard, Margaret Atwood, Neil Gaiman e George Orwell

Uma boa forma de aprender qualquer coisa é aproveitando os anos de conhecimento e experiência de gente absolutamente genial naquela arte. Aqui estão alguns top 10 (ou top 6. Ou 7. Ou 8) com os melhores conselhos de alguns veteranos da literatura, colecionados pelo site Open Culture e traduzidos por mim (por isso, desculpe qualquer coisa).

Dicas de escrita de Henry Miller

Henry Miller (de seu livros Henry Miller on Writing)

1. Trabalhe em apenas uma coisa até que você termine.
2. Não comece novos livros nem adicione novo material a “Black Spring” (livro).
3. Não fique nervoso. Trabalhe, calma, alegre e irresponsavelmente com o que quer que esteja nas suas mão naquele momento.
4. Trabalhe de acordo com o seu planejamento e não de acordo com o seu humor. Pare na hora programada.
5. Quando você não pode criar, não pode trabalhar.
6. Semeie um pouquinho a cada dia em vez de usar novos fertilizantes.
7. Mantenha-se humano! Veja pessoas, vá a lugares, beba se tiver vontade.
8. Não seja um cavalo de carga! Só trabalhe com prazer.
9. Descarte o planejamento quando tiver vontade, mas volte a ele no dia seguinte. Concentre-se. Estabeleça limites. Exclua.
10. Esqueça os livros que você quer escrever. Pense apenas no livro que você está escrevendo.
11. Escrever vem primeiro. Pintura, música, cinema, tudo isso vem depois.

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Desafio de sexta: Desaparecimento na floresta

“Tenho certeza! Foi aqui que ele desapareceu!” – Disse a menina, olhando para dentro do que parecia ser uma toca ou buraco entre os galhos.

Buraco na Floresta

Responda: Quem é ele? O que ele estava fazendo antes de sumir? Para onde ele foi?

“Regras como ‘escreva sobre o que você conhece’ e ‘mostre, não conte’, ainda que sem dúvidas sejam fincadas no bom senso, podem ser ignoradas com impunidade por qualquer novelista esperto o suficiente para se safar disso. Existe, na verdade, apenas uma regra na ficção: qualquer coisa que funcionar pra você, funciona”. 

– TOM ROBBINS

Desafio de sexta: uma história tirada do jornal

Uma das minhas músicas favoritas da banda Los Hermanos é a Conversa de Botas Batidas. Muito desse prediletismo vem da história por trás da música: Camelo a compôs depois de ler no jornal sobre o desabamento de um hotel no Rio de Janeiro, em setembro de 2002. O incidente acabou trazendo à tona o caso de amor extraconjugal entre um senhor aposentado e uma mulher, ambos encontrados nus entre os escombros, já sem vida. De acordo com a polícia, funcionários do hotel tentaram avisar a todos  os hóspedes, porém não tiveram nenhuma resposta ao ligar para o quarto dos amantes.

A história, para lá de trágica, acabou virando uma bonita canção de amor.

“Uma divagação sobre uma situação real. Um senhor e uma senhora morreram num desabamento aqui no Rio, e eles eram amantes. A música é como se fosse uma conversa deles antes de o prédio desabar.”

– MARCELO CAMELO

Histórias tiradas do jornal

O cotidiano é um prato cheio para a ficção. Escreva um conto, crônica ou poesia sobre uma notícia que você viu nos jornais ou noticiários. Compartilhe o resultado com a gente.

“A principal regra para a escrita é que se você fizer isso com segurança suficiente, você pode fazer o que você quiser. (Essa talvez seja também uma regra para a vida. Mas é definitivamente verdade para a escrita.) Então escreva sua história como se ela precisasse ser escrita. Escreva isso de forma honesta, e conte-a da melhor forma que você puder. Eu não tenho certeza se existe alguma outra regra. Não alguma que importe.”

— NEIL GAIMAN

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