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Como os cenários e as histórias de Cartagena das Índias influenciaram García Márquez

Não, você não entrou no blog errado. Esse não é um post para o 360meridianos. É verdade que, esses dias mesmo, esse tema apareceu por lá. Montei um pequeno roteiro para fãs do Gabriel García Márquez com alguns cenários de seus livros e lugares que marcaram sua passagem por Cartagena da Índia. A pesquisa me mostrou a raiz de suas ideias, de como ele transformava pequenos casos e personagens da cidade em grandes história, e isso me fez refletir sobre o trabalho de escrita: absorver a realidade e transformá-la em palavras bonitas em um papel.

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“Se você vai tentar aprender de outros escritores, não leia apenas os muito bons, porque se você fizer isso, você vai ser tão tomado pelo desespero e o medo de nunca ser capaz de fazer tão bem quanto eles que deixará de escrever. Eu recomendo que você leia um monte de coisas ruins também. É bastante encorajador. “Ei, eu posso fazer muito melhor que isso!”. Leia as melhores coisas, mas leia também as coisas que não são tão boas. Coisas excelentes são bastante desanimadoras.”
EDWARD ALBEE

“Observe o que acontece hoje. Se encontrarmos um peixe, observe exatamente o que cada um faz. Se sentir um súbito alvoroço, uma excitação peculiar, quando vir o peixe saltar fora da água, reconstrua todas as suas recordações até perceber exatamente qual foi a ação que provocou em você aquela emoção.”

– Ernest Hemingway

“Talento é insignificante. Eu conheço um monte de talentos arruinados. Para além do talento estão todas as essas palavras habituais: disciplina, amor, sorte e, mais que tudo, perseverança”.

– James Baldwin

3 podcasts sobre escrita para autores, blogueiros, roteiristas e escrivinhadores de plantão

Daí que eu descobri a magia dos podcasts. Por muito tempo resisti a esse chamado por motivos de teimosia falta de tempo, mas acabei me rendendo e estou encantada com o mundo de possibilidades que se abriram. Eu sempre tive problema com longos trajetos de ônibus porque sou incapaz de manter o olho no livro e a comida no estômago ao mesmo tempo quando estou em movimento. Por isso usava esse tempo para ouvir música e pensar na vida. Não nego, muitos devaneios esclarecedores e soluções para salvar o mundo já saíram desses momentos, mas com os podcasts esses momentos ficaram ainda mais felizes.

Nessa descoberta, acabei trombando com alguns podcasts sobre escrita como profissão, técnicas, criatividade e mercado literário. Tá aí:

Curta Ficção

Comandado pelos escritores Thiago Lee, Jana P. Bianch e Rodrigo Assis Mesquita, traz dicas para escritores e entrevistas com profissionais do mercado em episódios de mais ou menos 30 minutos que passam voando.

Escute o Curta Ficção.

Gente que Escreve

É talvez o mais conhecido das paradas e eu já até citei ele aqui no Comma. O Gente que Escreve traz as dicas de Fábio Barreto e Rob Gordon sobre diversos temas relacionados à escrita. Os assuntos passam pelo mercado editorial, a carreira de escritor, como escrever melhor, como conseguir ser publicado e muito mais. Dois veteranos do mundo das palavras que têm muito a ensinar.

Escute o Gente que Escreve.

Os 12 Trabalhos do Escritor

Sempre em formato de entrevista com pessoas do meio literário, A.J. Oliveira esclarece conceitos e os caminhos na vida de um escritor.

Escute Os 12 Trabalhos do Escritor.

“De onde você tira suas ideias?”: Neil Gaiman sobre seu processo criativo

“Cada profissão tem suas armadilhas. Médicos, por exemplo, sempre são perguntados por conselhos de saúde grátis, advogados recebem pedidos de informações legais, coveiros sempre escutam como sua profissão deve ser interessante e depois disso as pessoas mudam de assunto rapidamente. E escritores precisam responder de onde eles tiram suas ideias.

No começo, eu costumava dar respostas não muito divertidas, impertinentes: “Do Clube das Ideias do Mês”, eu dizia, ou “Da pequena loja de ideias em Bognor Regis”, “De um velho livro empoeirados cheio de ideias no meu porão”, ou mesmo “De Pete Atkins”. (A última é um pouco esotérica, e pode requerer alguma explicação. Pete Atkins é um roteirista e novelista amigo meu, e nós decidimos há algum tempo que quando nos perguntassem, eu diria que tirava as ideias dele e ele de mim. Parecia fazer sentido na época).

Então eu me cansei dessas respostas não tão engraçadas, e agora eu digo a verdade:

“Eu invento”, eu digo “da minha cabeça”.

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“A qualquer momento, não importa onde você esteja, há centenas de coisas há sua volta que são interessantes e que valem a pena documentar”

– KERI SMITH

Leia mil livros e suas palavras vão fluir como um rio.

– Virgínia Woolf

10 dicas de escrita de Henry Miller, Elmore Leonard, Margaret Atwood, Neil Gaiman e George Orwell

Uma boa forma de aprender qualquer coisa é aproveitando os anos de conhecimento e experiência de gente absolutamente genial naquela arte. Aqui estão alguns top 10 (ou top 6. Ou 7. Ou 8) com os melhores conselhos de alguns veteranos da literatura, colecionados pelo site Open Culture e traduzidos por mim (por isso, desculpe qualquer coisa).

Dicas de escrita de Henry Miller

Henry Miller (de seu livros Henry Miller on Writing)

1. Trabalhe em apenas uma coisa até que você termine.
2. Não comece novos livros nem adicione novo material a “Black Spring” (livro).
3. Não fique nervoso. Trabalhe, calma, alegre e irresponsavelmente com o que quer que esteja nas suas mão naquele momento.
4. Trabalhe de acordo com o seu planejamento e não de acordo com o seu humor. Pare na hora programada.
5. Quando você não pode criar, não pode trabalhar.
6. Semeie um pouquinho a cada dia em vez de usar novos fertilizantes.
7. Mantenha-se humano! Veja pessoas, vá a lugares, beba se tiver vontade.
8. Não seja um cavalo de carga! Só trabalhe com prazer.
9. Descarte o planejamento quando tiver vontade, mas volte a ele no dia seguinte. Concentre-se. Estabeleça limites. Exclua.
10. Esqueça os livros que você quer escrever. Pense apenas no livro que você está escrevendo.
11. Escrever vem primeiro. Pintura, música, cinema, tudo isso vem depois.

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Desafio de sexta: Desaparecimento na floresta

“Tenho certeza! Foi aqui que ele desapareceu!” – Disse a menina, olhando para dentro do que parecia ser uma toca ou buraco entre os galhos.

Buraco na Floresta

Responda: Quem é ele? O que ele estava fazendo antes de sumir? Para onde ele foi?

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