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La gente anda diciendo: coisas que ouvimos por aí

Quem nunca espichou a orelha para escutar a conversa dos outros? A curiosidade de Tatiana Goldman e Ezequiel Mandelbaum sobre o que um casal discutia na mesa ao lado, em um pequeno café em Buenos Aires, deu origem ao projeto La gente anda diciendo.  Hoje com quase 9 milhões de seguidores no Facebook, o projeto está presente também no Twitter e no Instagram e já rendeu dois livros com uma compilação de frases ditas por anônimos nas ruas, ônibus e estações de metrô na Argentina, Uruguai, Brasil, Colômbia, Espanha e qualquer outro lugar do mundo onde alguém com um bom ouvido e uma caneta escute alguma pérola da sabedoria de meio-fio.

As frases colecionadas se transformam em haikus espontâneos, mostrando toda a poesia contida em nossas conversas de dia-a-dia. Tiradas de contexto, deixam espaço para que imaginemos as histórias desses personagens anônimos e dizem muito e nada ao mesmo tempo. “A primeira frase que compartilhamos entre as que nos enviaram era de um casal que caminhava pela rua. O senhor dizia a sua mulher: Marta, temos que comprar um bíblia. Talvez agora essa frase já não nos interessaria, mas pensamos: que louco, vão fazer um exorcismo, o que aconteceu com eles…?” disse Ezequiel em entrevista ao Traveller.es.


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Essa semana faz um ano que morreu um gênio. Nesse curto vídeo, David Bowie fala um pouco das suas percepções sobre arte. Para eles, os artistas devem trabalhar para preencher suas próprias expectativas e buscar entender sua própria relação com a sociedade. Fazer um trabalho que tenha como objetivo atender às expectativas de outras pessoas pode resultar em trabalhos ruins. Ele também pede que as pessoas busquem sempre se colocar em lugares onde elas não se sintam totalmente cômodos trabalhando. Esticar seus limites um pouco além da sua zona de conforto te ajudará a produzir suas melhores obras.

Audio e legenda em inglês, sorry guys!

“Agora eu sei que a regra número 1 para ser interessante é parecer inabalável, nunca admitir que algo o amedronta ou o impressiona ou o entusiasma. Alguém uma vez me disse que é como caminhar pela vida assim. Você se protege de todos os sofrimentos inesperados ou mágoas que possam surgir. Mas eu tento caminhar pela vida assim. E sim, isso significa ir pegando todas os sofrimentos e mágoas, mas também significa que quando lindas, maravilhosas coisas simplesmente caem do céu, eu estou pronta para pegá-las. Uso poesia falada para ajudar meus alunos redescobrir o encantamento, combater seus instintos de ser o interessante e inabalável e, ao contrário, ativamente se envolver com o que está ao seu redor, para que possam reinterpretar e criar algo disso.”

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Em uma palestra inspiradora, o escritor americano David Foster Wallace falou a uma turma de formandos  da prestigiada Kenyon College sobre os desafios de arranhar a superfície de uma falsa liberdade alcançada por dinheiro e poder. Para ele, é preciso ir ao encontro da libertação verdadeira, que só chega quando nós nos tornamos mais conscientes do mundo para além das nossas mentes e percepções.

A liberdade que realmente importa envolve atenção, consciência, disciplina, esforço e a capacidade de realmente se importar com as outras pessoas e se sacrificar por elas, mais e mais, todos os dias. Essa é a verdadeira liberdade. A alternativa é a inconsciência, o ajuste padrão, a “corrida de ratos – o constante sentimento de ter tido e perdido algumas coisas infinitas.

No vídeo entitulado This is Water, David Foster enfatiza que liberdade é ter escolha. É fazer a opção consciente de decidir como pensar em vez de agir de forma automática, reproduzindo padrões e vícios cognitivos sem profundidade e reflexão. Nós não podemos controlar o outro e, muitas vezes, a maior parte das circunstancias estão longe do alcance das nossas mãos. Mas nós podemos controlar a forma como interpretamos essas circunstancias e as ações do outro, podemos decidir o tipo de significado vamos atribuir aos eventos cotidianos. Podemos escolher nos colocar no centro dos nossos universos ou dar um passo para o lado. Vale a pena perder alguns minutinhos do seu dia para conferir.

Dá para ler o discurso completo em inglês clicando aqui.

Eu já perdi as contas de quantas vezes dei o play nesse TED-Talk. É um dos meus favoritos. A romancista Chimamanda Ngozi Adichie nos alerta sobre os perigos de uma história única na formação das nossas perspectiva sobre determinado assunto ou objeto. Quando só vemos um lado da moeda, corremos o risco de ter uma visão de mundo caolha, incompleta e rasa.

Na era da informação, somos bombardeados todos os dias por informações e narrativas, mas muitas vezes tudo o que recebemos são versões da mesma história. Precisamos ser ativos na busca de histórias diversas, plurais e capazes de expandir nossas percepções.

Esse mesmo TED-Talk já me inspirou a escrever um texto para o 360meridianos sobre a minha impressão sobre a África.

Você pode encontrar os livros da Chimamanda Ngozi Adichie na Amazon.

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